Se o torcedor anda preocupado com a situação atual do time segunda pior campanha com três pontos, 360 minutos sem marcar, ataque mais inoperante da Série B (ao lado do CRB) , basta viajar a um passado recente e ver que nada disso é muito novo. No Tubarão, começo ruim no compeonato está virando tradição. Nos últimos cinco anos, mesmo que a recuperação venha no decorrer dos jogos, o Londrina apresenta um rendimento que beira a mediocridade nas primeiras cinco rodadas. Para se ter um idéia, a melhor performance ocorreu em 2002, época do tão criticado Ivair Cenci, quando o time obteve um aproveitamento de 33,3% dos pontos em 15 disputados (dois empates, duas derrotas e apenas uma vitória).
Neste ano, a equipe do técnico Caio Júnior tem a terceria melhor campanha em início de campeonato desde 2000. Em cinco jogos, sofreu duas goledas e empatou em três oportunidades, com aproveitamento de 20% dos pontos.
Além da equipe de 2002, que teve de selar um pacto de não-agressão com o Ceará para permanecer na Segunda Divisão, somente o Tubarão do ano passado apresenta números mais favoráveis. Sob comando do pernambucano Roberto Fernandes, o time, que se recuperaria nas rodadas seguintes, amargou três derrotas nos primeiros cinco jogos. Com um empate e uma vitória, o aproveitamento foi de 26,6%, índice ligeiramente superior ao da equipe atual.
Nos demais anos, a história foi mais trágica ainda. Em 2001, mesmo com um time considerado técnico, que contava com o meia Edmílson e os artilheiros Nem e Gil, foram quatro derrotas nos jogos iniciais. Tirando um empate na estréia, contra o Caxias, o LEC caiu diante do União São João, XV de Piracicaba, Criciúma e Avaí. Aproveitamento de 6,6% dos pontos, o pior índice dentro do levantamento feito pela Folha.
Já em 2000, no Módulo Amerelho da Copa João Havelange, cujo elenco é considerado um dos piores da história alviceleste, o time não conheceu vitória no início do campeonato. Foram três derrotas e dois empates, com 13,3% de aproveitamento dos pontos disputados.
No quesito saldo de gols, o time de Caio Júnior tem do que se envergonhar. Ao lado do time da JH é o pior dos últimos cinco anos com saldo de oito gols negativo. E para surpresa de muitos, a equipe de Ivair Cenci volta a ser superior dentro do quadro comparativo. Em cinco jogos, marcou apenas três gols, mas sofreu o mesmo número, com saldo zero. Em 2003, foram sete gols pró contra 10 sofridos, balanço negativo de menos três. Em 2001, época do baiano Freitas Nascimento, a defesa alviceleste tomou 10 gols, rendimento igual ao da equipe atual, média de 2 gols sofridos por jogo, com o ataque marcando apenas quatro, saldo de menos seis.

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