Um dia após a realização do GP Brasil de F-1, em São Paulo, a administração do autódromo de Interlagos está pedindo o apoio da iniciativa privada para melhorar a prova no próximo ano. ‘‘Se isso não acontecer, teremos em janeiro e fevereiro do ano que vem, a mesma loucura’’, disse Edgard Mello Filho, o administrador do autódromo. Mello Filho, neste ano, teve problemas às vésperas da prova, em questões de segurança nas áreas de escape - a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) exigiu aumento na quantia de brita e fixação dos pneus, por meio de parafusos. Os reparos foram feitos às pressas, e o circuito foi aprovado.
Mas outros pedidos, como a melhoria da qualidade do asfalto, foram negados pelo administrador. ‘‘Nem me comprometi com a FIA, pois sabia que não haveria tempo hábil’’, disse Mello Filho. A condição do piso de Interlagos - com muitas ondulações - foi criticada por alguns pilotos. ‘‘É preciso fazer parcerias com empresas. Não posso ficar dependendo exclusivamente da verba da prefeitura, que tem outras prioridades’’, afirmou Mello Filho.
RossetAinda chateado com o fim da Lola-Ford, a escuderia que defenderia nesta temporada da Fórmula 1, o brasileiro Ricardo Rosset esteve no autódromo de Interlagos, domingo, a serviço. Longe dos carros, circulou pelos boxes atrás de empresários que lhe garantissem uma vaga como piloto de testes. ‘‘Fiz contatos com representantes da Jordan e da Tyrrel que, acredito, podem me render um bom contrato’’, disse.
Calmo, Rosset admitiu sua insatisfação com o destino da Lola-Ford. ‘‘Foi muito desagradável dar com a cara na porta logo no Brasil.’’ O ex-dono da equipe, Eric Broadley, anunciou seu fim dia 25, alegando descumprimento de contrato por parte da Mastercard, patrocinadora da escuderia. A empresa não teria repassado recursos necessários à sobrevivência da Lola-Ford.

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