Iniciante sofre mais e ganha menos
Enquanto um árbitro de ponta consegue faturar R$ 6 mil mensais apitando apenas quatro jogos por mês, outro que está em início de carreira recebe entre R$ 600 e R$ 800 para trabalhar muito mais, inclusive tendo que apitar jogos de futebol suíço nos clubes para reforçar o orçamento. É o caso de Rogério Menon da Silva, 28 anos, da Liga de Futebol de Londrina, que trabalha em jogos de categorias menores, campeonatos amadores e escolares. Nos jogos da Liga recebe R$ 80 por partida. Se for da categoria juvenil, o valor é R$ 60 e no infantil, R$ 40. Nos clubes, recebe em média R$ 40 por atuação.
Formado em educação física pela Unopar, Menon é árbitro há pouco mais de dois anos. Foi convencido por um colega de curso a iniciar na atividade pelo fato de já conhecer as manhas do futebol tentou a carreira de jogador dos 14 aos 20 anos, quando jogou pela Portuguesa-SP e pela Portuguesa Londrinense.
Menon começou a apitar no amador em 2004 e foi pegando experiência. O amador é a porta de entrada para a carreira de árbitro. Não adianta querer entrar direto no profissional, porque você não vai ser escalado. O dirigente de arbitragem precisa ter confiança no cara, saber que você tem pulso para dirigir uma partida, salientou.
Ele destacou que um árbitro passa por muitos apuros apitando nos bairros, mas não pode ter medo. Uma vez expulsei um atleta e ele ameaçou que ia me pegar na rua onde quer que eu fosse. Acabou não acontecendo nada. O maior problema é a torcida, porque tem caras que vão embriagados e cheios de problemas para o campo e podem fazer uma bobagem, comentou. (J.K.)





