A cobrança de ingressos no setor de cadeiras cativas para o duelo entre Palmeiras e Guaratinguetá, hoje, às 21h50, no Estádio do café, será a mesma do jogo de terça-feira, quando o time alviverde goleou o Figueirense por 4 a 0. Sendo assim, proprietários de cadeiras em dia com suas anuidades pagarão 50% do valor cobrado no setor, que é de R$ 120.
Na terça, houve muita confusão e muita reclamação por parte de donos de cadeiras. Eles alegam que têm garantido o direito de pagar 50% do setor mais barato do estádio, que é a arquibancada descoberta, vendida a R$ 40. Assim, o ingresso deles custaria R$ 20 e não R$ 60.
No entanto, o certificado de propriedade das cadeiras, emitido pela Prefeitura de Londrina na época da comercialização delas, dá uma interpretação dupla deste direito. "Ao usuário, é assegurado o uso exclusivo da cadeira perpétua ora cedida, bem como o pagamento de no máximo 50% do ingresso, fixado pelas autoridades, por ocasião dos espetáculos de cunho esportivo, ou outra modalidade qualquer que venha a ser realizada no referido estádio".
"É o Palmeiras quem estipula o valor do ingresso de acordo com o contrato. Sabemos que é uma legislação muito antiga e a Fundação está se preparando para alteações. Tem que reestruturar. Para analise do aspecto legal, é 50% do preço das numeradas", afirmou o presidente da Fundação de Esportes de Londrina (FEL), Ângelo Deliberador. "Temos plena consciência de que as cadeiras ajudaram a fazer o estádio. Mas naquela época, era um só ingresso, agora temos quatro valores de ingressos e o Palmeiras entendeu que deveria cobrar 50% das numeradas ou cativas", afirmou.
No entanto, proprietários de cadeiras não pensam desta forma e já encaminharam o caso ao promotor de justiça Miguel Sogaiar. "Espero que ele encontre elementos para obter uma liminar garantindo direitos e pondo limites aos excessos da Fundação e do seu presidente", afirmou o ex-presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), David Dequech, em e-mail enviado à FOLHA. (T.M.)

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