São Paulo, 26 (AE) - Ingressos falsos, vendidos em grande quantidade, causaram um enorme tumulto na entrada dos torcedores palmeirenses, hoje à noite, no Palestra Itália, na partida contra o River Plate, pela Taça Libertadores da América. Pouco antes do jogo, as filas ainda chegavam a dobrar quarteirões nas imediações do estádio, houve demora na passagem pelas catracas e muitas reclamações de torcedores.
"Há muitos cambistas ao redor do estádio e pessoas vendendo ingressos falsos", confirmou o tenente-coronel Sílvio Villar, comandante do 2º Batalhão de Choque da Polícia Militar, antes da partida. "Isto dificulta muito nosso trabalho." As pessoas que chegavam com o ingresso falso não conseguiam passar pelas catracas. O comandante da PM ainda lembrou que as passagens pequenas e o insuficiente número de catracas dificultaram bastante o fluxo de entrada de torcedores.
A superlotação do Palestra Itália - foram colocados à venda 32 mil ingressos - acabou deixando de fora muitos torcedores palmeirenses. Vários deles resolveram ficar em prédios na Rua Turiassu, de frente ao estádio, onde tiveram uma visão panorâmica do jogo. Lá estenderam bandeiras do Palmeiras, proibidas dentro do estádio. Um destes prédios serviu como ponto de queima de fogos de artifício.
A diretoria do clube proibiu que a torcida utilizasse a área das piscinas para a queima de fogos, que causou protestos de alguns palmeirenses. Para evitar tumulto dentro do estádio, o placar eletrônico passava mensagens de alerta aos torcedores, como não sentar nos degraus que dão acesso às arquibancadas. A prática é proibida por determinação do Departamento de Controle e Uso de Imóveis (Contru), órgão ligado à Secretaria Municipal da Habitação.
Antes do jogo, a PM não registrou casos graves de violência. Ao todo, 220 homens trabalharam na segurança do jogo - 120 do lado de dentro e outros 100 na parte externa do estádio. O trânsito na região, monitorado por policiais, não chegou a apresentar grandes problemas para quem se dirigiu ao estádio.

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