Johannesburgo - O desconforto causado pelo confinamento da seleção brasileira no Randpark Golf Club, em Johannesburgo, levou a maioria dos jogadores a abrir mão dos ingressos ganhos da CBF e também comprados para familiares e amigos que pudessem assistir aos jogos do Brasil na Copa até aqui. Pior que isso. Ingressos da ''família Dunga'', contendo o logotipo da Confederação Brasileira de Futebol, foram parar no mercado negro de venda de bilhetes. Pelo menos dois desses ingressos pertencentes a jogadores ou a membros da comissão técnica foram adquiridos das mãos de cambistas na África do Sul por dois torcedores brasileiros do Rio. Eles pagaram US$ 400 (R$ 680) cada um. As entradas continham as letras CBF e a palavra ''family'' - que significa ''família'' em inglês.
Cada jogador e membros da delegação brasileira têm direito a receber dois ingressos por partidas. Se eles quiserem mais, compram como qualquer outro torcedor a preços vigentes, no caso de US$ 120 a US$ 200. A maioria sempre adquire mais. O supervisor América Faria é quem organiza esse trabalho. É muito frequente, principalmente nas Copas do Mundo na Europa, jogadores levarem familiares e amigos durante o torneio. Na Alemanha, em 2006, foi assim. Os atletas saíram do Brasil achando que poderiam repetir a dose na África do Sul. Mas Dunga proibiu. (A.E.)

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