Para tentar repetir a boa atuação que teve contra o São Paulo no meio de semana, o Atlético Paranaense terá amanhã, às 16 horas na Arena da Baixada, contra o Fluminense, pela semifinal do Brasileiro, o mesmo time e de novo o apoio total da torcida. Ontem, por volta das 15 horas, todos os ingressos já haviam sido vendidos.
Como o número de torcedores era maior do que o de ingressos, houve a tradicional confusão. Alguns torcedores se exaltaram já pela manhã e tiveram que ser contidos pela polícia. Muitos queriam ''furar'' a fila. À tarde, quando se esgotaram os ingressos, houve reclamação generalizada daqueles que não conseguiram um lugar para ver o jogo ao vivo e briga com cambistas. Alguns deles ficaram feridos.
Quem torce pelo Fluminense em Curitiba não terá como acompanhar a partida na torcida do time carioca. Os três mil ingressos destinados ao tricolor foram encaminhados ao Rio de Janeiro, onde serão vendidos aos torcedores locais.
O técnico Geninho já confirmou ontem que o time titular será o mesmo que começou jogando contra o São Paulo. Pela boa atuação que teve, Adriano já está garantido no meio. Até porque Souza, recuperando-se de contusão, ainda não tem condições de defender o time.
O volante Cocito, que deixou a partida contra o São Paulo sentindo dores no joelho, vai jogar. Ontem, Cocito ainda estava com o joelho inchado, mas a expectativa do departamento médico é que até amanhã o atleta esteja totalmente recuperado.
O técnico Geninho recebeu com ressalvas a indicação do árbitro Paulo César de Oliveira para apitar a partida. Segundo Geninho, não foi uma boa a Confederação Brasileira de Futebol ter escolhido um árbitro paulista. ''Existe um time paulista na semifinal, o São Caetano, e por isso o árbitro poderia ser de outro estado. Além disso, foi o Paulo que apitou a partida contra o Inter na Copa João Havelange em que o Atlético foi eliminado e houve pequena confusão.''
Geninho disse ainda que é bom o árbitro ''ficar esperto'' para as declarações do meia Roger, do Fluminense, que classificou o Atlético como um time violento. ''Ele está querendo criar uma situação com o árbitro. Isto era comum antes. Falava-se que tal time era violento e o árbitro acabava sendo mais rigoroso''.
Arbitragem à parte, o treinador espera muita dificuldade contra os cariocas. Segundo ele, diferente do São Paulo, o Fluminense é mais forte na marcação. ''Além disso, tem um time muito entrosado e de jogadores muito rápidos. Teremos que ter muito cuidado.''

mockup