Ingo Hoffmann aprende a dirigir picape
Jaguapitã - O veterano Ingo Hoffmann, 53 anos, 34 de automobilismo e 12 vezes campeão da Stock Car, não conseguiu terminar entre os cinco primeiros na categoria Master. Logo após terminar a sua segunda volta, ele confessou à Folha que a experiência nas pistas em nada está lhe valendo para as provas de off-road. ''É totalmente diferente. O jeito de guiar, de acelerar, os perigos são outros. A única coisa igual a um carro de corrida é que a picape tem quatro rodas e o volante. Estou aprendendo a cada dia, mas ainda falta muito para chegar próximo desses garotos que já começaram no rali'', comentou.
Hoffmann estreou em provas de rali em 2002 já participou duas vezes do Rali dos Sertões (foi o segundo colocado entre os carros em 2004) e agora está dividido entre a terra e as pistas. ''Quando coincidem com as etapas da Stock tenho que priorizar as provas de velocidade, mas estou gostando mais disso aqui'', admitiu o piloto, que não pensa em se aposentar tão cedo.
O veterano piloto está fazendo dupla com Lourival Roldan, 47 anos e 21 de rali, que foi navegador de Klever Kolberg em três Paris-Dakar e seis Rali dos Sertões. No ano passado foi para a equipe oficial da Mitsubishi e junto com Hoffmann participa também do Brasileiro de Cross Country.
Entre as histórias que mais marcaram Roldan no Paris-Dakar, ele lembrou de uma edição em que morreram pilotos de moto. ''Era duro chegar ao acampamento e saber que um cara que havíamos ultrapassado nas dunas tinha se acidentado e morrido. Mas se você ficar só pensando nisso você não corre nem faz nada na vida. Há fatalidades, mas o rali é seguro. Às vezes víamos carros e motos perdidos vindo em sentido contrário ao nosso, mas não há risco de batermos de frente, porque todos têm um dispositivo que avisa sobre a aproximação de qualquer veículo num raio de 200 metros'', informou Roldan.
A sensação de participar de um Dakar é única segundo ele. ''São quase 19 dias que a gente fica dentro de um carro, pilotando e navegando até 14 horas por dia no meio do nada a uma velocidade de até 180 km/h. Esquecemos de tudo que se passa no mundo lá fora'', testemunhou Roldan. (J.K.)





