Todo o início de temporada o sofrimento se repete. São raríssimos os pilotos profissionais que, depois de um ano desgastante, têm ânimo ou motivação para comemorar a nova fase que se inicia. Afinal, quase todos precisam trocar o macacão pelo terno, a gravata e a pasta de executivo, na tentativa de convencer os patrocinadores a investirem em seu próprio talento e na sua capacidade de gerar retorno através da mídia esportiva.
Deste ritual não costumam escapar nem os grandes campeões como Ingo Hoffmann que, agora aos 45 anos, é um piloto consagrado principalmente por sua passagem na Fórmula 1 e por ter se transformado no maior colecionador de títulos do automobilismo nacional: foram nada menos que 11 na Stock Car, um recorde que dificilmente um dia será batido.
‘‘O mais impressionante é que a cada ano parece ficar mais difícil honrar o profissionalismo. Nossos espaços na mídia diminuíram sensivelmente para o esporte no Brasil e muitos veículos só acreditam em quem corre lá fora, esquecendo-se que sem o automobilismo caseiro fecham-se as alternativas para o surgimento de grandes campeões como foram o Senna, o Émerson e o Piquet’’, lastima-se Ingo.
Este ano Ingo pretende seu 12º título na Stock Car e o primeiro no Sul-Americano de Superturismo, que terá início no próximo domingo, no Rio de Janeiro, na preliminar do GP Brasil de Fórmula 1.
Se a conjuntura econômica do país ajudar, Ingo Hoffmann ainda sonha em faturar mais alguns títulos antes de encerrar a carreira nas pistas. ‘‘Aí, não tenho idéia do que farei mas, certamente, vai ser difícil me ver em um autódromo como dono ou chefe de equipe. Afinal, tenho de reconhecer que se sou um piloto competitivo, me falta muito em termos técnicos para organizar um bom esquema de retaguarda’’, finaliza o piloto .Arquivo FolhaIngo: aos 45 anos, o consagrado piloto, reclama falta de patrocínioDa Redação

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