São Paulo - Euforia de uns, apreensão de outros e uma dor-de-cotovelo mal disfarçada de outros tantos. Estas são as reações ao domínio do alemão Michael Schumacher na Fórmula 1. Os alemães, claro, estão fazendo a maior festa. Mas os ingleses não estão gostando nem um pouco da história e há quem classique o vencedor das cinco primeiras etapas do campeonato com o ''assassino da principal competição do esporte a motor''.
O mau humor dos ingleses contrasta com a reação até debochada dos alemães. O diário Bild, por exemplo, pediu ontem ao hexacampeão: ''Por favor, Schumacher, mostre alguma piedade''. O jornal diz que o piloto da Ferrari está em sua própria categoria e continua pedindo: ''Você poderia, pelo menos, tentar tornar tudo mais interessante. A melhor parte das corridas é só a largada.'' Entre os ingleses, o clima é diferente. Com a Williams e a McLaren em baixa e Jenson Button ainda tentando se firmar, a supremacia do alemão e da Ferrari incomoda, e muito. ''Schumacher leva a Fórmula 1 a lugar nenhum'', escreveu o The Times. ''A Ferrari está matando a Fórmula 1'', exagerou o Daily Telegraph.
Mas também há, na imprensa européia, quem consiga se divertir com o absolutismo de Schumacher que ontem, aliás, ganhou pela segunda vez em três o prêmio Laureus, agora como melhor esportista masculino do mundo em 2003.
Além do companheiro de Rubens Barrichello na Ferrari, concorriam o tenista suíço Roger Federer, o nadador norte-americano Michael Phelps, o jogador de rúgbi britânico Jonny Wilkinson, o piloto italiano de moto Valentino Rossi e o ciclista norte-americano Lance Armstrong.
''Tirem-lhe a licença para dirigir!'', sugeriu o Kurier, de Belgrado, a capital de Sérvia e Montenegro, país sem tradição no automobilismo.
Na Europa, já começam as apostas sobre em que GP Schumacher assegurará seu sétimo título na Espanha, inclusive, as casas de jogo passaram a recusar apostas em Schumacher antes da corrida em Barcelona. Muitos acham que o alemão comemorará o título em casa, em Hockenheim, dia 25 de julho. Diante de tanta empolgação, o piloto optou pela prudência: ''Não fico pensando em quando conseguirei o título. Faltam 13 corridas. Me dedico simplesmente a manter meu ritmo.''

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