São Pau­lo - Não é só pa­ra in­glês ver. O Cam­peo­na­to In­glês co­me­ça ho­je sua tem­po­ra­da ten­do co­mo gran­de atra­ção a glo­ba­li­za­ção e o equi­lí­brio dos ti­mes. Há 20 ­anos, quan­do ain­da não ha­via si­do cria­da a ba­da­la­da Pre­mier Lea­gue, os 20 ti­mes que dis­pu­tam nes­ta tem­po­ra­da a pri­mei­ra di­vi­são ti­nham con­jun­ta­men­te 34 jo­ga­do­res não bri­tâ­ni­cos. Na edi­ção que co­me­ça ho­je, são 266 fo­ras­tei­ros, de to­dos os con­ti­nen­tes.
  Na tem­po­ra­da 1989/1990, por exem­plo, não ha­via asiá­ti­co jo­gan­do, nin­guém con­ta­va com atle­ta da Amé­ri­ca do Nor­te em seu elen­co, não ti­nha ne­nhum bra­si­lei­ro atuan­do. O ata­can­te Mi­ran­di­nha, um pio­nei­ro ao se trans­fe­rir 1987 pa­ra o New­cas­tle, ­saiu no iní­cio de 1989.
  Se hou­ve au­men­to de 682,3% de grin­gos em ­duas dé­ca­das nos clu­bes que ho­je es­tão na eli­te da In­gla­ter­ra, ­caiu 41,3% o nú­me­ro de jo­ga­do­res bri­tâ­ni­cos nes­sas equi­pes.
  Um cam­peo­na­to na­cio­nal que co­me­çou a ser dis­pu­ta­do em 1889 pen­san­do só no mer­ca­do in­ter­no fi­cou iso­la­do por qua­se um sé­cu­lo até se trans­for­mar, a par­tir de 1992, num fe­nô­me­no de mí­dia e de mar­ke­ting dos tem­pos mo­der­nos.
  Em épo­ca de cri­se glo­bal, a li­ga te­rá ago­ra um gran­de tes­te. Ex­ce­ção fei­ta ao Man­ches­ter ­City, que é ban­ca­do pe­lo Abu Dha­bi Uni­ted ­Group, os clu­bes não in­ves­ti­ram tão pe­sa­do co­mo nas úl­ti­mas tem­po­ra­das. O ti­me que le­vou Ro­bi­nho em 2008 gas­tou ago­ra ­mais de R$ 270 mi­lhões em re­for­ços.
  Mas, se o Man­ches­ter Uni­ted per­deu o por­tu­guês Cris­tia­no Ro­nal­do (mas ga­nhou 94 mi­lhões de eu­ros, re­cor­de mun­dial em uma tran­sa­ção) e o Li­ver­pool fi­cou sem o es­pa­nhol Xa­bi Alon­so (tam­bém foi pa­ra o ­Real Ma­drid), o equi­lí­brio vol­ta a im­pe­rar na ter­ra da rai­nha. ­Após o tri do ti­me de Sir ­Alex Fer­gu­son, pe­lo me­nos cin­co ti­mes ou­sam bri­gar pe­lo to­po. Não há ou­tra li­ga na­cio­nal eu­ro­peia com tal ‘‘­plus’’.

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