Inglaterra inova com 3-5-2 contra a Tunísia
PUBLICAÇÃO
domingo, 14 de junho de 1998
Agência Estado 
O técnico Glenn Hoddle, da Inglaterra, fez o possível para manter postura indiferente. Mas não conseguiu esconder a euforia ao comentar a chance de sua equipe, que estréia hoje contra a Tunísia, às 14h30 (9h30 em Brasília), no Estádio Vélodrome. Jamais houve uma seleção inglesa mais bem preparada que esta para um Mundial, afirmou.
O segredo, além do aparecimento de bons jogadores, foi a adaptação de uma nova tática. Hoddle trocou o antiquado esquema 4-4-2 britânico por um 3-5-2 em que os laterais apóiam com insistência. Com isso, os ingleses não deixaram de utilizar a jogada que se tornou clássica em seus pés: os cruzamentos para a área, com o centroavante Alan Shearer, especialista nas conclusões, tanto no novo como no velho jeito inglês de jogar.
Recuperado de uma contusão no tornozelo, Shearer quer derrubar um tabu que dura desde 1978: a de que o artilheiro do mundial não consegue marcar mais que seis gols. Empolgado, Glenn Hoddle chegou a comparar Shearer a Ronaldinho, mas depois fez uma ressalva. Na Inglaterra, ele é o nosso Ronaldo, concluindo que brasileiro é o melhor jogador na atualidade.
A Tunísia, que só disputou uma Copa, em 78, joga pela primeira vez contra a seleção da Inglaterra. Com jogadores veloses, como Ben Slimane e Baya, preocupa a equipe inglesa, pois conseguem chegar muito rapidamente na área adversária. Um dos destaques é a presença do zagueiro José Clayton Menezes, 24 anos, brasileiro naturalizado tunisiano e que joga no Étoile Sahel desde 1994. Originalmente lateral-esquerdo, leva vantagem sobre os jogadores tunisianos que não são ofensivos nesta posição. Mas na Seleção, será adaptado na zaga para suprir deficiência da equipe.
INGLATERRA
Seaman; Southgate, Adams, Campbell e Anderton; Ince, Batty, Scholes e Le Saux; Sheringham e Shearer. Técnico: Glenn Hoddle.


