Inesul/Londrina retorna aliviado do Rio
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 18 de janeiro de 2007
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
O time da Inesul/Londrina voltou ontem do Rio de Janeiro com sensação de alívio após as duas primeiras vitórias conquistados no Nacional de Basquete 2006/07. A equipe fez três jogos, perdeu um e venceu dois. Foi derrotada pelo Flamengo (93 a 72), mas se recuperou em cima de duas equipes estreantes no campeonato: Iguaçu (vitória por 70 a 65) e Grajaú (64 a 62).
Apesar dos triunfos, que colocaram o time no 9º lugar na tabela, as apresentações foram longe de agradar qualquer torcedor. Contra o fraco Iguaçu, por exemplo, que havia perdido uma semana antes para o Universo/Brasília por 47 pontos, a Inesul não conseguiu impor o seu melhor jogo, nem abrir muito no placar e permitiu o empate do adversário no 3º quarto (50 a 50).
Terça-feira, contra o Grajaú, a história se repetiu, mas diante de um rival um pouco mais difícil, a Inesul ficou o tempo todo atrás e só virou no final, quando garantiu a vitória. Perdeu os três primeiros quartos - parciais de 19 a 11, 38 a 34 e 53 a 52 - e ganhou o último, fechando em 64 a 62.
O placar pequeno refletiu o baixo nível técnico da partida e o péssimo aproveitamento das duas equipes. Nos últimos três minutos, por exemplo, o Grajaú marcou apenas 1 ponto e a Inesul, 5. O índice de acerto da Inesul foi de apenas 38% (tentou 168 pontos e só marcou 64), enquanto os cariocas tiveram 44% (142 pontos tentados e 62 acertados). O próprio cestinha da partida, com 23 pontos, o armador Fernando Reis, teve aproveitamento de apenas 43%.
O ala Rodrigo Sant'anna, da Inesul, admitiu que foi um jogo ruim, mas atribuiu o baixo placar à marcação das duas equipes na defesa. ''Foi um jogo amarrado no qual as duas equipes erraram demais nos arremessos. E nesse ponto (o ataque) precisamos melhorar bastante para vencermos nossas próximas partidas'', afirmou. Os londrinenses terão uma folga de duas semanas e enfrentarão, dias 2 e 4 de fevereiro, as duas equipes capixabas que ainda não venceram no campeonato: Saldanha da Gama e Cetaf.
Apesar das vitórias magras, Sant'anna avaliou como ''boa'' a excursão ao Rio. ''Nosso balanço foi positivo. Ganhamos jogando mal, mas conseguimos jogar com inteligência nos minutos finais, passando o nervosismo para o adversário, ao contrário do que aconteceu contra Franca e Paulistano, aqui em Londrina, quando nos precipitamos e perdemos'', comparou.
As vitórias, segundo o ala, tiraram o peso da equipe, que nunca tinha vencido antes no Nacional e ''agora deverá se soltar''. ''Temos pela frente os dois times do Espírito Santo e precisamos ganhar para continuar brigando por uma vaga nos playoffs. O Flamengo (6º) já ganhou deles e precisamos fazer o mesmo'', antecipou.
A missão, com certeza, será mais difícil do que foi no Rio, já que o Saldanha da Gama (11º) tem quatro bons jogadores: os pivôs veteranos Aylton e Sandro Varejão, o ala/pivô Lucas (ex-COC/Ribeirão) e o armador Reinaldo Gianecchini.
Saviani - O técnico José Saviani avaliou como ''excelente'' o resultado da maratona de jogos e tratou de enaltecer as qualidades dos times rivais, que segundo ele, dificultaram as ações para a Inesul. ''Muita gente disse que eram times fracos (Iguaçu e Grajaú), mas se mostraram extremamente briosas que venderam caro essas derrotas. O Iguaçu, por exemplo, com o Marcelão (pivô) e o Ricardinho (armador, que jogou muitos anos com o Oscar, foi um forte adversário e tivemos dificuldades'', argumentou.


