Pela primeira vez na história, uma equipe de Londrina, a Inesul, encerra sua participação sem nenhuma vitória no Campeonato Nacional Masculino da Confederação Brasileira de Basquete (CBB). Com um elenco jovem e inexperiente, o time comandado pelo técnico José Saviani perdeu as 16 partidas que disputou na temporada 2006 a última derrota foi para o Universo/Brasília, por 104 a 73, quinta-feira à noite, no Moringão.
Com isso, não conseguiu se classificar sequer em 8º lugar no grupo B eram nove equipes em cada chave e as oito primeiras passaram às oitavas-de-final. Mais decepcionante ainda foi constatar que a Inesul foi a pior entre as 18 participantes da primeira fase. Afinal, no grupo A, a lanterna Americana-SP conseguiu ganhar ao menos um jogo. Na história recente do campeonato, a campanha de Londrina só não foi pior que a da Sogipa-RS, que em 2001 perdeu os 30 jogos que disputou.
Até esta temporada, a participação do Londrina/TIM no Nacional de 2005 havia sido a pior da história do time sob o comando de Enio Vecchi (que ficou oito anos como treinador) a equipe terminou em 14º lugar. Nas edições anteriores, oscilava entre 8º e 11º lugares, com exceção de 2003, quando fez uma campanha surpreendente e terminou em 5º.
A primeira participação de Londrina no Brasileiro foi em 1996, quando o time dirigido pelo técnico José Medalha foi vice-campeão da Liga B e conquistou vaga no Nacional de 1997, quando Vecchi chegou. Desde então, a cidade vem marcando presença nos campeonatos da CBB de forma ininterrupta. A participação no Nacional de 2006, porém, arranhou a imagem da cidade no cenário nacional Londrina é ainda a 8 colocada no ranking, de acordo com o site da CBB.
Apesar dos resultados negativos, a diretoria da Inesul vai dar sequência ao trabalho de formação iniciado por Saviani e já trabalha para renovar contratos. As conversas com os atletas iniciam amanhã, já com o ''sinal verde'' da faculdade, a principal parceira, que renovou o patrocínio por mais um ano.
A instituição mantém o seu planejamento de longo prazo, e garante que irá esperar por resultados expressivos somente daqui a quatro ou cinco anos. ''Vamos dar continuidade a esse projeto. Porque se não for assim, ninguém consegue fazer um time vitorioso. Todo trabalho precisa ter sequência'', disse o diretor-administrativo da Inesul, Paulo Chanan.
Ele frisou que a universidade ''acredita nesse projeto'' e que ''um título só vem com trabalho de longo prazo''. ''Mesmo com as derrotas, ficamos muito satisfeitos porque conseguimos colocar pessoas da cidade no time e a equipe demonstrou evolução. Queremos que eles (atletas) continuem com esse vínculo e o torcedor pode saber que os resultados vão aparecer. É preciso ter paciência'', pediu o diretor.

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