Inesul tenta segurar o Minas em Belo Horizonte
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 02 de fevereiro de 2007
Jaime Kaster<br>Reportagem Local 
Após duas semanas só de treinamentos - o último jogo oficial foi dia 16 de janeiro, contra o Grajaú-RJ -, a Inesul/Londrina volta à quadra hoje para enfrentar a forte equipe do Pitágoras/Minas Tênis, no ginásio do clube, a Arena Telemig, em Belo Horizonte. O jogo é válido pela 11 semana do Campeoanto Nacional de Basquete Masculino. O confronto começa às 20h30, com transmissão do Sportv.
A Inesul, com as duas vitórias conquistadas no Rio de Janeiro sobre o Iguaçu e o Grajaú, subiu da 11 para a 9 colocação na tabela. Mas hoje terá pela frente um adversário muito mais qualificado, que ganhou de duas equipes que derrotaram os londrinenses com facilidade em rodadas anteriores. O Minas, 6º na classificação, bateu o Uberlândia-MG, um dos candidatos ao título, por 105 a 87, e ganhou do Flamengo-RJ por mais de 15 pontos.
''Sabemos de antemão que será um jogo dificílimo, devido ao plantel do adversário e porque é uma equipe que vem mantendo a sua base há três anos. O próprio técnico, Flávio Davids, está com o Minas desde o começo do projeto, há seis anos'', comentou o treinador da Inesul, José Saviani.
Ele disse que treinou a equipe na última semana com o objetivo de tirar um pouco o volume de jogo do Minas. ''Quero que o time trabalhe bem a bola, mantendo ao máximo a sua posse e não saia do sistema. Não quero que arrisquem em demasia no ataque, porque vamos enfrentar uma equipe muito estruturada'', acrescentou Saviani.
Desde o Nacional 2005, o Minas vem mantendo uma base com o armador argentino Sucatzky (o cérebro do time), o ala Leandro Salgueiro e os pivôs Mãozão e Wanderson (ex-Franca). Salgueiro e Mãozão, após boas passagens pelo Londrina em 2002, foram para o Flamengo e se sagraram vice-campeões brasileiros com o clube carioca em 2004. O time foi reforçado na última temporada com o ala norte-americano Thomas e os pivôs Lucas Tischer (ex-COC/Ribeirão e São José dos Pinhais) e Paulão.
''Pela escalação, você vê que é time forte. Por isso, contra eles não podemos fazer um jogo aberto, porque podemos perder o controle. A meta é tentar levar o jogo quarto a quarto e não deixar o adversário se desgarrar (abrir grande vantagem)'', adiantou Saviani, para depois concluir que o Minas é um rival ''difícil, mas não imbatível''.
Após o jogo em Belo Horizonte, os londrinenses terão dois jogos decisivos no Espírito Santo, contra adversários diretos na luta pela última vaga nos playoffs - classificam-se apenas os oito primeiros. Domingo, às 11 horas, enfrenta o Cetaf (11º) e na terça, às 20 horas, o Saldanha da Gama (10º).


