Ricardinho de armador, João Guilherme e Leonardo Quadrado nas alas, Azevedo e Maurílio como pivôs. Este deverá ser o time-base da Inesul/FEL/Sercomtel que busca a partir de hoje, em Lajeado (170 km de Porto Alegre), o título da Copa Sul de Basquete. Desfalcado dos pivôs titulares Todão e Nailson, que se recuperam de fraturas, o time do técnico José Henrique Saviani terá que driblar os problemas para superar os adversários, todos do mesmo
nível.
  Além das ausências dos pivôs, Saviani não sabe se contará hoje com o ala Robson para o confronto de estréia no quadrangular final contra o Joinville-SC, às 19 horas. Robson sofreu uma contusão na quarta-feira durante um treinamento e está fazendo tratamento. O confronto contra os catarinenses nesta Copa Sul foi o mais difícil da fase classificatória – a Inesul venceu em Londrina por 94 a 93.
  Amanhã, a Inesul enfrenta o Caxias do Sul-RS, único adversário que bateu os londrinenses na primeira fase: 90 a 86. E no domingo, é a vez do Lajeado-RS, que perdeu para a Inesul por 70 a 68. ‘‘Esses placares mostram que vamos ter três pedreiras. Não dá para dizer quem é favorito, mas vamos lutar porque queremos esse título para nos dar moral’’, afirmou o armador Ricardinho.
  O jogador de 33 anos, que está vivendo em Londrina uma fase de recomeço na carreira – após ter passado por grandes clubes, como Franca, Flamengo e Vasco –, disse que o título na Copa Sul é de imensa importância para o grupo. ‘‘Se vencermos, nossa equipe passará a ser mais respeitada. Queremos resgatar a imagem de Londrina como a de um time vencedor no cenário nacional’’, declarou.
  O ala João Guilherme, cestinha e reboteiro da equipe na competição, espera que o basquete local inicie uma nova fase. ‘‘Nosso objetivo é ganharmos esse torneio para começarmos o Brasileiro (em janeiro) com maior apoio da torcida. Eu que joguei aqui em 2003 (quando a equipe terminou no inédito 5º lugar), senti que o torcedor se distanciou da equipe e não vem mais ao ginásio como antigamente’’, observou. João Guilherme tem consciência de que para jogar em Londrina ‘‘sempre há a necessidade de resultado’’, tanto para atrair público, quanto patrocinadores. ‘‘Precisamos reconquistar a confiança de todos’’, sentenciou.

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