Indy vai abandonar os motores turbo
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sexta-feira, 05 de outubro de 2001
Agência Estado<br> De Houston, EUA 
A Cart (Championship Auto Racing Teams) finalmente acordou e tomou uma decisão lógica e esperada: decretou o fim da era dos motores turbo na Fórmula Indy. A partir de 2003, os propulsores serão aspirados, de 3,5 litros, e, com isso, a entidade espera não apenas reduzir os custos e a velocidade dos carros, como também manter os atuais fornecedores (Honda, Ford e Toyota) e até conseguir alguns outros.
Em meio a uma crise administrativa que parece longe de acabar - esta semana o então vice-presidente de operações, Kirk Russell, foi demitido -, a Cart tomou a única decisão possível em relação aos motores. Se insistisse com o turbo, corria o risco de perder fornecedores e até equipes, que poderiam se bandear para a Indy Racing League (IRL).
No entanto, ao anunciar a decisão sobre os motores - o regulamento valerá de 2003 a 2005 -, o presidente da Cart, Joseph Heitzler, resolveu falar grosso e não admitiu que as ameaças influenciaram nas mudanças. ''Dizem que o anuncio da Toyota de só produzir motores aspirados em 2003 nos influnciou. Não é verdade. Já havíamos optado por este caminho em 10 de setembro e a Toyota divulgou seus planos depois disso'', disse o dirigente ontem, em Houston, onde amanhã acontece a 17ª etapa.
O dirigente afirmou que com os novos propulsores, a intenção, além de reduzir custos, é aumentar a segurança, diminuindo a velocidade dos carros em relação aos atuais. ''Se vai reduzir a velocidade eu não sei, pois os engenheiros são feras e podem encontrar soluções que impeçam isso. Mas acho que a troca pelos aspirados é um degrau acima para a Indy. Até porque, para nós, pilotos, temos no acerto do turbo um dos maiores problemas'', afirmou o brasileiro Tony Kanaan.
Treino - O brasileiro Gil de Ferran, da Penske, foi o mais rápido no primeiro dia de treinos para o GP de Houston de F-Indy. Ele fez o tempo de 1min01s222 (média de 144,501 km/h) na sua melhor volta pelo circuito de 1.527 milha (2,4 km), na sessão da manhã. Christian Fittipaldi, da Newman-Haas, foi o segundo colocado (1min01s406) e Hélio Castro Neves, da Penske, o terceiro (1min01s418).
Todos os melhores tempos foram obtidos na sessão da manhã, com pista seca. À tarde choveu e o treino transformou-se num festival de rodadas e batidas, sofrendo várias interrupções.
A sessão que define o grid ocorre hoje, das 15h45 às 17 horas (de Brasília), e meteorologia não descarta a possibilidade de chuva.


