São Paulo - A Fórmula Indy começa 2002 com uma constatação: a categoria deixou de ser um ‘‘eldorado’’ para os brasileiros. Ao contrário de anos anteriores, quando os pilotos do País conseguiam um lugarzinho no grid com relativa facilidade, a época atual é de ‘‘vacas magras’’. A consequência é a de que, a pouco menos de dois meses para o início do campeonato, apenas três brasileiros – Cristiano da Matta, Tony Kanaan e Christian Fittipaldi – estão garantidos. Em 2001, a primeira prova da temporada teve dez representantes do Brasil.
Deles, dois, Gil de Ferran e Hélio Castro Neves, foram ‘‘transferidos’’ por sua equipe, a Penske, para a Indy Racing League (IRL). Dos outros cinco, Max Wilson e Luiz Garcia Jr. estão fora da categoria. Roberto Moreno, Bruno Junqueira e Maurício Gugelmin ainda negociam para a temporada que começa em 10 de março, em Monterrey, México.
A retração do mercado está diretamente ligada à crise econômica mundial, motivada em grande parte pelos atos terroristas contra os Estados Unidos, há quatro meses. No caso da Indy, porém, há um complicador extra: as torres que sustentavam a categoria começaram a ruir bem antes de 11 de setembro, abaladas pelos atentados administrativos e políticos cometidos pela direção anterior da Cart – Championship Auto Racing Teams, entidade que organiza a categoria.
Foram decisões equivocadas que desagradaram a donos de equipes e fornecedores e resultaram em baixas na categoria. A Penske, por exemplo, bandeou-se para a rival IRL. Um reflexo disso é que, este ano, os grids deverão ter sete carros a menos do que os 26 que comumente alinhavam em 2001, até porque alguns times optaram por competir com apenas um carro.

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