No auge da popularidade e dos investimentos de patrocinadores, a Fórmula Indy passa por uma crise de identidade. Tudo por causa da decisão da Cart, organizadora da categoria, de mudar o nome do campeonato e dos carros pela segunda vez. Quando os americanos já haviam se acostumado a chamar a categoria de Cart, o nome oficial acaba de mudar para Campeonato FedEx, por causa do novo patrocinador, a Federal Express. Os bólidos mais rápidos do mundo foram rebatizados de Championship Cars, carros de competição, em vez de IndyCar, carros de Indy.
No Brasil, a confusão se deve à disputa pelo nome Fórmula Indy. No exterior, ‘‘Indy’’ é marca registrada da Indianapolis Motor Speedway (IMS), dona da pista de Indianápolis. Mas no Brasil, o promotor do GP, Jorge Cintra, detém os direitos sobre o nome Fórmula Indy, registrado no Instituto Nacional de Propriedade Industrial em julho.
Este direito é contestado por Willy Hermann, ex-sócio de Émerson Fittipaldi, que no Brasil representa os interesses da IMS. Depois da cisão entre a Cart e os organizadores das 500 Milhas de Indianápolis, Hermann e a TV Bandeirantes adquiriram os direitos de transmissão da corrida e do campeonato da liga paralela IRL e passaram a usar o nome Fórmula Indy na TV.
O SBT, que transmite as provas da Cart, não quis entrar em conflito judicial e adotou um terceiro nome, Fórmula Mundial. Para Ricardo Scalamandré, sócio de Émerson, que vendeu os direitos ao SBT, a tendência é que no Brasil a categoria seja conhecida assim. ‘‘Fórmula Mundial já é um nome bem aceito pelo público e os anunciantes.’’
O valor do contrato da Cart com a Federal Express, válido por três anos com opção de mais um, foi mantido em sigilo, mas especula-se que chegue a US$ 30 milhões pelas três temporadas. O campeonato perde o nome Cart e passa a se chamar FedEx Championship Series, Campeonato FedEx de Carros de Competição.
A FedEx tem faturamento anual de US$ 11,5 bilhões, possui 590 aviões e atua em 212 países. A empresa, que já patrocina a Benetton na Fórmula 1, quis associar sua marca a um esporte que reúne tecnologia, velocidade, trabalho em equipe e confiabilidade.
A PPG, antigo patrocinador, continuará investindo na categoria, oferecendo o troféu e pagando o prêmio de US$ 1 milhão ao campeão. A PPG financia a Cart desde 80, quando o campeonato teve 12 provas, todas na América do Norte.

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