Indy admite diminuir a velocidade
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segunda-feira, 09 de abril de 2001
Agência Estado De São Paulo 
A redução na pressão do turbo implantada na atual temporada da Fórmula Indy não foi nada perto do que a Cart pretende implantar. A entidade que organiza a categoria está elaborando um novo regulamento que pode mudar completamente a concepção dos motores, deixando os carros mais lentos e, consequentemente, mais seguros, a partir de 2003.
Esse é o argumento principal, apoiado numa questão que sempre preocupou os pilotos: segurança.
Andreas Leberle, dono da equipe Dale Coyne/PRG, afirma que há duas possibilidades: substituir o atual turbo de 2,5 litro por outro turbo, de 1,8 litro, ou por um aspirado de 3,5 litro, similar ao motor usado pela IRL (Indy Racing League). Optando pela segunda hipótese, a Cart abriria um novo mercado para seus carros, que poderiam assim disputar as tradicionais 500 Milhas de Indianapolis, prova que integra o calendário da IRL e da qual todo patrocinador quer participar, devido ao grande retorno de mídia.
Todo mundo quer a Indy 500, diz Leberle, por isso seria melhor um motor aspirado. Bem mais esquivo, Tim Meyer, vice-presidente de operações da Cart, diz que a adequação à IRL é apenas uma opção entre várias, inclusive a de não se mudar nada. Segundo ele, essa discussão tem dois motivos: A regra é a mesma há 12 anos e os motores atuais têm muita potência para alguns circuitos. No caso, especialmente os superspeedways, ovais de duas milhas nos quais os carros chegam a 400 km/h. E também ovais como o do Texas, de 1,5 milha, onde será disputada a próxima etapa, dia 29.
Meyer não menciona o fato de que uma aproximação com a IRL seria uma oportunidade para a Cart aumentar sua arrecadação (dizem que está abaixo do esperado) e sua divulgação, principalmente nos Estados Unidos, onde a falta de pilotos norte-americanos não é bem vista.
Fruto de uma dissidência na Cart, a IRL foi criada em 1996. Desde então, a Indy vem se internacionalizando cada vez mais e perdendo mercado nos Estados Unidos.
Apostando no motor aspirado, Andreas Leberle, da Dale Coyne/PRG, calcula que a potência seria reduzida de 900 para cerca de 700 cavalos. E não acha que isso tiraria o interesse da categoria, cujo charme é ter os carros mais velozes do mundo: As pessoas não vão ao autódromo para ver o turbo, elas querem uma corrida interessante.


