Indústria do esporte é a que mais cresce, aponta pesquisa
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segunda-feira, 15 de março de 1999
Por Renato Lameiro 
Rio, 16 (AE) - Um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), encomendado pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), revelou que a indústria do esporte é a que mais cresce no Brasil. Enquanto em 1997 as vendas de produtos e serviços esportivos cresceram 5,14%, os demais setores industriais obtiveram, juntos, uma média de 3,9%.
A participação do setor esportivo no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, vem crescendo de forma gradual, segundo o estudo: subiu de 1,5% em 1995 para 1,65% em 1996 e 1,7% no ano seguinte. A pesquisa, coordenada pelo professor de economia e administração da FGV, Istvan Kasznar, mostrou ainda, que o setor movimentou cerca de R$ 31,3 bilhões em 1997, correspondente a 3 31% do PIB. Pouco mais da metade desse valor são recursos movimentados por patrocínios, venda de publicações especializadas, ou de equipamentos ligados ao esporte.
Segundo a pesquisa, a carga fiscal que recai sobre as empresas cresceu muito ao longo das décadas de 80 e 90. A alíquota média incidente sobre a atividade alcançou 30,21% em 1997, gerando R$ 1,97 bilhões em impostos. Um outro aspecto revelado pela pesquisa traça uma relação direta entre a carga tributária e a capacidade de oferecer postos de trabalho. "Se houvesse redução em 5% das alíquotas médias, o setor poderia abrir 24 mil empregos diretos, imediatamente, acrescenta Kasznar.
Dados do Ministério do Trabalho indicam que 298 mil trabalhadores estão em atividade na indústria esportiva. "E possuímos 120 milhões de telespectadores de esportes no país, demonstrando o enorme potencial para investimento nessa área," conclui o professor.


