Numa cerimônia marcada pela emoção e por novas demonstrações de indignação pelas suspeitas de doping que envolveram a morte da ex-atleta, cerca de 1.500 pessoas se despediram no sábado à tarde de Florence Griffith-Joyner. ‘‘Só são mentiras que buscam fazer o mal. Florence deu sempre negativo em todos os controles. Não importa aquilo que os jornalistas suspeitaram’’, disse Bobby Kersee, seu ex-treinador, acrescentando que ‘‘agora, Florence é treinada por Deus’’.
O momento de maior emoção da cerimônia, que durou três horas, foi quando o reverendo John Nix McReynolds disse que ‘‘agora, Flo-Jo deverá correr uma corrida distinta. Não é a corrida contra o tempo, mas sim com a eternidade’’.
Em lágrimas, com sua filha Mary Ruth, de 7 anos (foto), o marido da ex-atleta, Al Joyner, que a treinou no último ano de sua carreira, afirmou: ‘‘Sigo perguntando-me o que aconteceu. O resto de minha vida será dedicado a caminhar com Deus porque será o único modo de voltar a encontrá-la’’.
Assistiram à solenidade, na Igreja Batista de Lake Forest, entre outros, Anita de Franmtz, vice-presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI); o presidente do Comitê Olímpico dos Estados Unidos, Bill Hybl; a ex-velocista Gail Devers, e a tenista Zina Garrinson.
Florence Griffith-Joyner, 38 anos, morreu na última segunda-feira, em Laguna Beach, na Califórnia, de ataque cardíaco. Ela detinha os recordes mundiais dos 100 e 200 metros rasos com os tempos de 10s49 e 21s34, há 10 anos.
No auge de sua carreira, Florence levantou suspeita do uso de drogas por sua volumosa massa muscular, mas nada foi comprovado. Florence parou de competir em 89 e, em 96, teve problemas cardíacos.

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