Indiferença marca a despedida do Londrina do Módulo Amarelo
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sexta-feira, 06 de outubro de 2000
Claudemir Scalone De Londrina 
O Londrina se despede hoje melancolicamente do Módulo Amarelo (segunda divisão) da Copa João Havelange. Pior equipe entre os 18 componentes do Grupo A, o Tubarão recebe o líder São Caetano às 16 horas, no Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD), numa partida que servirá de treino para o time paulista. Apesar da péssima campanha e da falta de perspectivas do time, a passiva torcida londrinense não preparou nenhuma manifestação no confronto entre o pior e o melhor do Grupo A. As duas principais torcidas organizadas do clube têm posições antagônicas em relação ao jogo.
A Falange Azul, que congrega 580 associados, escolheu a indeferença para se manifestar. Ao invés de ir ao VGD ver o jogo dos profissionais, os torcedores decidiram apoiar os juniores do Londrina que enfrentarão o Nacional (Rolândia), às 15h30, no Estádio do Café. Esse não é o time do Londrina. Estão fazendo os outros (torcedores) de palhaço. Vamos apoiar os juniores, que são o futuro do clube, afirmou Fernando Cesar Pereira, presidente da Falange.
Mesmo com poucos torcedores cerca de 30 têm ido aos jogos , a Sangue Azul decidiu prestigiar o time. Não se bate em cachorro morto, justificou Milton Aparecido da Silva, presidente da Sangue, que tem cerca de 200 associados. A falta de uma diretoria constituída no Londrina é o principal motivo alegado por ele para não haver protestos mais fortes contra o clube. Vamos estar lá para empurrar o time, avisou ele. Milton prega a renúncia do presidente José Carlos de Castro Costa, o Zé Café, que está afastado do clube, visando uma reformulação geral na direção do Londrina.
Tanto Fernando quanto Milton são contra a continuidade da parceria no Londrina. Do jeito que está não dá pra continuar. É preciso rever esse contrato, colocar as coisas às claras e fazer um balanço geral no clube, defende Milton. A gente não tem livre escolha sobre isso. Para mim, esses caras (empresários Roberto Campi e Ciro Antônio Rios) já deveriam ter ido embora, afirma Fernando.
Se fora de campo há indeferença, dentro dele os problemas do Londrina não param de aumentar. O técnico Dino Camargo terá quatro baixas contra o São Caetano. Três são no meio-de-campo: não jogarão Flávio Goiano (contusão no joelho direito), Vinícius (contratura na coxa esquerda) e Chapecó (contratura na coxa direita). Marquinhos, expulso contra o Vila Nova, desfalca o ataque.
A única dúvida é quanto a escalação de Glauco no meio-campo ou do júnior Renato Brasília no ataque ao lado de Johnson. O Londrina vai a campo sem tática e motivação nenhuma. Não temos obrigação nenhuma, mas vamos jogar com dignidade para honrar o nosso nome, disse Dino Camargo.
O São Caetano dá-se ao luxo de jogar com quatro desfalques e ainda assim manter uma base fortíssima. Estão fora do jogo o lateral Japinha, o zagueiro Daniel, o meia Ailton e o atacante Adhemar.


