Indiciados rebatem as acusações
Curitiba - O presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Onaireves Moura, preferiu rebater as acusações do ex-árbitro e presidente do Sindicato dos Árbitros do Paraná através de nota oficial veiculada pela assessoria de imprensa da entidade.
A nota, na íntegra, relata o seguinte: O presidente do Sindicato dos Árbitros, que não tem árbitros filiados, Amoreti Carlos da Cruz, utiliza-se da segunda marionete para tentar desestabilizar a FPF. A primeira foi Ayrton Nardelli (ex-tesoureiro da Associação Paranaense de Árbitros de Futebol Apaf nota do repórter), que falou inúmeras mentiras e sobre isso está respondendo processo criminal por difamação e injúria, movido pela FPF. Amoreti vem agora apresentar uma fita que é uma ficção, um ensaio pautado do que Fernando Homann deveria dizer em seu depoimento perante o auditor do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), Paulo César Gradella. Os trechos da conversa gravada mostram que o diretor da encenação foi o Amoreti. A mentira programada é tão absurda, que o Homann no dia do seu depoimento não teve a coragem de reproduzi-la perante o auditor do TJD. Nós lamentamos, mas, fica difícil a defesa do Fernando Homann, pois, através da gravação, vem uma certeza: a submissão por parte de Fernando Homann a Amoreti continua sendo muito grande. Esse foi o principal motivo que causou o afastamento de Homann da Comissão de Arbitragem da FPF, em 2004.
Fernando Luís Homann, foi procurado ontem à tarde pela Folha mas se negou a falar sobre o assunto. Ele diz que foi orientado por seu advogado a não se pronuncar a respeito.
O diretor da escola de árbitros e ex-presidente da Apaf, Nelson Lehmkuhl, afirmou no final da tarde de ontem que ainda não havia sido comunicado de seu indiciamento e negou todas as acusações. Isso é coisa de pessoas que não têm subsídios, estão dizendo inverdades e cabem a eles o ônus da prova, rebateu.
O ex-presidente da Comissão de Arbitragem, José Carlos Marcondes, assim como Moura, acha que a gravação da conversa telefônica é uma fraude. É uma montagem, não tenho dúvida nenhuma quanto a isso. Essa conversa foi gravada em novembro e estão tentando se livrar acusando outras pessoas. Fui o primeiro a denunciá-los, no ano passado, e isso só vem comprovar o que eu e o Evandro (Rogério Roman, árbitro que trouxe à tona casos de corrupção na arbitragem no primeiro inquérito do caso Bruxo) denunciamos, comentou ontem à tarde. Marcondes também negou participar de negociações com clubes. (C.Y.)





