A Fórmula 1 se prepara para uma grande festa, talvez a maior já preparada para receber o evento, o GP dos Estados Unidos, domingo, no circuito de Indianápolis, templo por quase um século da sua maior concorrente, a Fórmula Indy. O que ninguém podia imaginar está prestes a acontecer, resultado de mais uma vitória política de Bernie Ecclestone. Eddie Jordan, um dos mais ativos donos de equipe da última geração da F-1, definiu toda a situação: ‘‘Estamos tendo a nossa última chance de entrar no mercado norte-americano’’.
Os números não são oficiais, mas comenta-se que Tony George, proprietário do Indianapolis Motor Speedway, investiu cerca de US$ 120 milhões para criar o circuito misto e as instalações exigidas pelas provas de Fórmula 1, estudadas pelo arquiteto Pete Dye. ‘‘Todos os ingressos para o dia da corrida estão esgotados desde maio’’, afirma George.
Se confirmada a informação, 200 mil pessoas lotarão as muitas arquibancadas do oval mais famoso do mundo para acompanhar a 15ª etapa do Mundial de Pilotos e de Construtores de Fórmula 1. Será o maior público da sua história em um único dia de competição.
A cisão entre Tony George e os dirigentes da Championship Auto Racing Team (CART), entidade que dirige a F-Indy, em 1995, não passou despercebida por Ecclestone. O inglês, promotor da F-1, iniciou uma longa série de encontros com George visando levar de volta seu show para os Estados Unidos. Com a globalização da economia, não há empresa que invista nas equipes de F-1 que não estivesse pressionando a reintrodução do Mundial nos Estados Unidos, o mercado mais atrativo do mundo. Desde 1991 a F-1 não se apresentava por lá.
Os dois pilotos que disputam o título da temporada da Fórmula 1, o finlandês Mika Hakkinen, da McLaren, líder do campeonato, com 80 pontos, e o alemão Michael Schumacher, da Ferrari, com 78, irão conhecer o novo traçado, de 13 curvas e 4.193 metros de extensão, apenas nesta sexta-feira, data do primeiro treino livre para a prova.
O alemão Heinz-Harald Frentzen, da Jordan, percorreu com um carro de passeio e gostou do que viu, com exceção da curva 13, a última da pista.
A curva 13 e até a curva 12 baseiam sua segurança nos conceitos utilizados pela Indy, que realizou sua corrida em Indianápolis de 1911 até 1995. Os seus carros suportam muito mais que os da F-1 impactos a elevadas velocidades nos muros. A curva 13 é na realidade a curva 1 do circuito oval da Indy percorrida no sentido contrário.

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