São Paulo - As 500 Milhas de Indianápolis deste ano terão uma novidade, desenvolvida para aumentar a segurança dos pilotos. É o ‘‘soft wall’’, sistema que reduz o impacto do choque do carro contra o muro de cimento em caso de acidente. O GP será no dia 26, mas o ‘‘muro mole’’ vai ser inaugurado domingo, quando recomeçam os treinos no circuito de Indianápolis.
O ‘‘muro mole’’ é uma placa de aço e espuma, com amortecedores, flexível, colocada nas quatro curvas do circuito, 50 centímetros antes da parede de cimento. ‘‘Há estudos que indicam que esse sistema reduzirá em até 40% o impacto do choque. Chega num bom momento, pois todos estão abalados com o acidente com o Eliseo Salazar’’, disse Felipe Giaffone, da equipe MoNunn, um dos seis brasileiros inscritos para a corrida. ‘‘Mas eu não quero estrear o muro.’’
O chileno Salazar bateu no muro da Curva 1 – definida pelo pilotos como a ‘‘mais traiçoeira do circuito –, em 16 de abril, quando treinava para as 500 Milhas. Ele sofreu esmagamento da artéria aorta por causa do impacto contra o muro e a pressão do cinto de segurança. A artéria foi reconstituída, Salazar, de 46 anos, está fora de perigo, mas não corre mais este ano.
Tony Kanaan, também da MoNunn e que correrá pela primeira vez nas 500 Milhas, ainda não tem uma opinião sobre o ‘‘muro mole’’. ‘‘Mas é claro que será bom’’, afirmou Kanaan, que acha que, no entanto, prevê um problema adicional para os pilotos que conhecem a pista de Indianápolis. ‘‘Com sua colocação, a largura da pista vai diminuir e o pessoal terá de se adaptar. Para mim, não fará diferença.’’

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