Indianápolis espera público de 200 mil
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sábado, 29 de setembro de 2001
Das Agências<br> De Indianápolis, EUA 
O Campeonato Mundial de Fórmula 1 tem hoje, no circuito de Indianápolis, nos Estados Unidos, uma prova em que os americanos irão mostrar que estão se refazendo dos atentados ocorridos no dia 11 de deste mês e, mais que isso, que irão dar a volta por cima. Por isso mesmo cerca de 200 mil pessoas estarão presentes ao tradicional circuito. A corrida terá como destaque a disputa pelo vice campeonato, entre os pilotos David Coulthard, da McLaren; Rubens Barrichello, da Ferrari; e Ralf Schumacher, da Williams. A corrida começa às 15 horas (de Brasília) e será mostrada ao vivo pela Rede Globo.
Rubens Barrichello está super animado para a corrida de hoje. ''Vivo um momento de ascensão, sem dúvida. Em seguida ao Michael definir o campeonato, passei a receber maior atenção da Ferrari e penso que o fato de ter sido mais veloz que ele na Itália relaciona-se a essa maior atenção.'' Acordar no domingo de corrida sabendo que pode vencer, lembrou, lhe faz muito bem. ''Saber que se tiver de vencer eu poderei vencer ajuda bastante.''
A exemplo da dobradinha da Ferrari na edição do GP dos EUA do ano passado, Rubinho acredita em outro bom desempenho do time agora. ''Seremos competitivos, deveremos lutar pela vitória, mas quero ver o que a Williams poderá fazer aqui.''
É bom ficar de olho ainda no desempenho do finlandês Mika Hakkinen, da McLaren. No próximo dia 14 ele abandonará as pistas. ''Será apenas por uma temporada'', diz, mas poucos acreditam nisso, haja vista que o contrato de Kimi Raikkonen, seu substituto, com o time inglês é de cinco anos. ''Acho que aqui nosso carro deverá se apresentar melhor que nas últimas etapas'', falou o finlandês, campeão do mundo de 1998 e 1999. ''Não faz sentido as pessoas dizerem que não estou mais motivado. Amo pilotar esses carros.''
O GP dos EUA é para Jean Alesi, hoje na Jordan, a sua corrida de número 200. ''Se as pessoas soubessem a vontade que eu tenho ainda de acelerar não me perguntariam até quando vou correr?'' Gerhard Berger, seu grande amigo, o define assim: ''A pessoa mais imprevisível que conheci.''


