Enquanto Mika Hakkinen e Michael Schumacher iniciam hoje em Indianápolis o antepenúltimo round da luta pelo título (os primeiros treinos livres no tradicional circuito norte-americano), outra disputa estará em jogo: a eficiência das equipes de Fórmula 1 em simular as condições da pista. ‘‘Será interessante verificar qual time foi mais capaz de antecipar as dificuldades desse circuito’’, disse Hakkinen, o líder do Mundial.
Cada vez mais as escuderias dispõem de recursos virtuais para simular as condições que encontrarão nos autódromos. Quando se trata de uma etapa nova do calendário, como agora, os primeiros treinos, como os de hoje, respondem quem foi mais competente para definir o acerto básico do carro antes de embarcá-lo para a viagem. ‘‘Modelos matemáticos nos indicaram qual a melhor altura do assoalho, a carga de mola e barra correta, a relação de marchas ideal, a incidência dos aerofólios, dentre outros dados, para adotarmos nos carros’’, explica Ignazio Lunetta, engenheiro-chefe de pista da Ferrari.
Ele conta que de posse de informações como extensão da pista, de cada seção do traçado, raio das curvas, suposto nível de aderência do asfalto, trabalha-se na sede da equipe na busca desse ajuste ideal do veículo. Parece provável que a opção não só da Ferrari como das demais escuderias será privilegiar a maior velocidade no trecho mais veloz da pista, o das duas curvas finais, 12 e 13.
‘‘Em nenhum outro circuito da Fórmula 1, nem mesmo em Hockenheim, o piloto permanece 22 segundos com o pé no curso máximo do acelerador como aqui’’, explica Claudio Berro, ex-diretor logístico da Ferrari, hoje responsável pelas relações com a imprensa.

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