Independência financeira prolonga "vida útil" do atleta, diz Gustavo
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São Paulo, 20 (AE) - Bem à vontade com a imprensa, característica de um tarimbado nadador que já aprendeu a lidar com a fama e as coletivas com a mídia, Gustavo Borges anunciou, hoje, em São Paulo, a assinatura de mais um contrato de apoio financeiro, desta vez com a Visa do Brasil - empresa de cartões de crédito que é uma das patrocinadoras mundiais dos Jogos Olímpicos de Verão e Inverno.
Apesar deste ser o seu quinto contrato de patrocínio - os outros são com os Correios, o Vasco, a Pró-Swim e a Centrum -, Gustavo assegurou que não vai virar "um carro de Fórmula 1", até porque para um nadador, que usa sunga, são restritos os espaços para nomes de patrocinadores, pelo menos no uniforme. Gustavo assinou um contrato "diferente", no qual não terá de "vestir" o nome. "É um contrato de oportunidades na mídia - eles poderão fazer anúncios em jornais quando julgarem adequado -, em que também vou fazer clínicas de natação e palestras para os funcionários da Visa", explicou Gustavo, dizendo que os detalhes dos contratos são negociados pelo seu pai, Jovino Borges.
A independência financeira, proporcionada pelos contratos de patrocínio, é, segundo Gustavo, o motivo que leva os nadadores à longevidade "Não vê o Piu, que já se aposentou e não consegue ficar longe da natação", disse, referindo-se à Rogério Romero, que, em Sydney, vai disputar sua quarta Olimpíada. "Ele voltou e outros nadadores mantêm-se competindo porque têm tranquilidade financeira para isso." Gustavo acha que a natação do Brasil passou a apresentar resultados nos últimos anos exatamente por ter apoio financeiro.
Gastão Mattos, diretor-executivo de Marketing da empresa, informou que a Visa deve repetir, em 2000, o investimento, de R$ 2,5 milhões em patrocínios esportivos e culturais, incluindo Gustavo, a remadora Monica Anversa, a triatleta Adriana Piacsek e um torneio anual de hipismo, de saltos, mais festivais de música e cinema.
Não anunciou, no entanto, nenhuma intenção da Visa do Brasil de usar, com estardalhaço, o fato de a empresa ser patrocinadora mundial dos Jogos para sua promoção, com exceção de alguns "projetos comerciais ligados a temas olímpicos".