''A vida do Londrina sempre foi assim, esse clima de indefinição às vésperas das eleições''. A frase até parece desabafo de quem nunca conseguiu um lugar de expressão no clube. Mas foi proferida pelo empresário que ocupava o cargo de presidente na campanha do título do Campeonato Paranaense de 1992. Dorival Pagani, presidente por quatro anos (90 a 93), considera normal o turbulento quadro político no Londrina. Seu nome consta na lista de 100 conselheiros (mais 10 suplentes) que deve ser apresentada hoje pela SASC, mas, assim como os gestores do clube, não cogita a possibilidade de voltar.
''Quando chega esta época, muito se discute sobre o Londrina, mas quase nunca aparece candidato forte, em condições de administrar o clube. É só você ver quem disputou as últimas eleições'', polemizou. ''É como eu disse, muito se discute, mas na hora de assumir não aparece ninguém'', cutucou Pagani, que faz parte do grupo gestor liderado pelo empresário Iran Campos. Ele lamenta ainda a indiferença do empresariado local em relação aos problemas financeiros do principal clube da cidade. ''Infelizmente o Londrina não tem penetração forte no segmento empresarial'', disse.
Agostinho Garrote, presidente em 2000, condiciona a indefinição ao desfecho da parceria que o presidente Osvaldo Sestário negocia com a empresa de marketing esportivo chinesa. ''Entendo isso tudo como muito normal. O Sestário dependia da parceria para continuar, o Carlos Alberto Garcia disistiu porque não conseguiu liberação do seu trabalho. Mas você pode ter certeza que o Londrina não ficará sem presidente'', garantiu Garrote. (G.G)

mockup