Rio - A Prefeitura do Rio entregou ontem o reformado Parque Aquático Maria Lenk, que sediará as provas de saltos ornamentais, nado sincronizado e parte da competição de polo aquático nos Jogos Olímpicos. A obra, que recebeu R$ 21,4 milhões do município, foi apresentada incompleta, sem a finalização da parte elétrica.
Mesmo sem esta parte, o Maria Lenk vai receber o evento-teste dos saltos ornamentais na próxima semana, com a participação de 272 atletas de 49 países. Eles vão disputar a Copa do Mundo, que vai colocar em disputa 92 vagas olímpicas. "A gente entrega hoje (sexta-feira) os elementos mais importantes. Tem apenas uma parte de energia que ainda precisa ser entregue na fase final", admitiu o prefeito Eduardo Paes, que não deu prazo certo para a finalização da obra.
Com a reforma, o Maria Lenk ganhou uma nova piscina de aquecimento, ligada ao deque da piscina de competições por uma rampa, e um ginásio com tanque seco para treinos. Houve ainda reformas na plataforma de saltos, no posto médico e nos banheiros, que foram adaptados para receber pessoas com deficiências.
O parque aquático foi inaugurado em 2007 para sediar provas dos Jogos Pan-Americanos do Rio. A estrutura foi erguida com R$ 60 milhões em recursos do Ministério do Esporte. Construída seguindo as exigências da Federação Internacional de Natação (FINA), o Maria Lenk tem capacidade para receber 6,5 mil espectadores.

OUTRAS OBRAS
Paradas desde o mês passado após a Prefeitura do Rio romper os contratos com as empresas responsáveis pelas obras, os trabalhos para conclusão do Centro de Tênis, no Parque Olímpico da Barra, e do Centro de Hipismo, no Complexo Esportivo de Deodoro, foram retomados. A informação foi dada ontem por Eduardo Paes. Duas novas empreiteiras foram contratadas para finalizar as instalações.
Segundo a Prefeitura do Rio, não haverá maior injeção de dinheiro do que o previsto para a conclusão das obras. A construtora Zadar, que assumiu o Centro de Hipismo, e a Volume, que irá terminar o Centro de Tênis, receberão exatamente o valor que faltava pagar à Ibeg, empreiteira que iniciou as duas instalações.
O rompimento do contrato com a Ibeg aconteceu em janeiro, em dois momentos. Primeiro, a empresa - que liderava um consórcio que tinha ainda as construtoras Tangran e Damiani - perdeu o contrato do Centro de Tênis, que está com 90% das obras concluídas.
Menos de uma semana depois, o Rio rompeu com a empreiteira devido a "atrasos nas obras e desrespeito a cláusulas contratuais" na reforma do Centro de Hipismo, cujo índice de execução não é revelado. A construtora prometeu acionar a prefeitura judicialmente.

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