Disputado sem nenhuma violência no campo de jogo, o derby entre Portuguesa e Londrina, domingo passado, no Estádio do Café, foi marcado por alguns incidentes nos bastidores. O diretor de Patrimônio do Londrina, Agostinho Garrote, conta que um segurança da Lusa o ameaçou antes do início do clássico. Segundo Agostinho, dois seguranças, ainda não identificados, exigiam que ele e o supervisor Lico se retirassem do local onde os dois se encontravam - pouco depois do portão que dá acesso às numeradas e cativas, ao lado do estacionamento do estádio.
Garrote conta: ‘‘Um dos seguranças insistiu para que eu trocasse de lugar. Que fosse para o outro lado... Respondi que eu não iria sair de lá. Aí ele me segurou pelo braço. Começamos a discutir. De repente, o cara colocou a mão no bolso num gesto de quem teria uma arma. Não me intimidei. Sugeri que ele arrancasse aquela porcaria pra fora...’’
Apesar de tudo, Agostinho não responsabiliza a Portuguesa pelo que aconteceu, mas acusa ‘funcionários mal orientados’ de criar intrigas que poderiam complicar ainda mais o já tumultuado relacionamento entre alguns dirigentes dos dois clubes. ‘‘Nada tenho contra a Lusa. Tanto é que o Amarildo Vieira (diretor do clube) apareceu lá para apaziguar a briga. O Hélio Camargo (diretor-jurídico da Portuguesa) também me telefonou hoje (ontem) para pedir desculpas. O problema é que, se você não denuncia, os problemas voltam a se repetir’’, diz Garrote.
Já Amarildo entende que houve apenas um pequeno incidente ‘‘sem maiores proporções’’. Segundo ele, Agostinho exagerou na dose. ‘‘Me chamaram para acabar com a briga e vi que tudo não passava de um bate-boca. Não é verdade que o segurança carregava um revólver. Isso é papo furado...’’
Amarildo disse ontem que o presidente do Conselho Deliberativo do Londrina, Antonio Amaral, em várias entrevistas, ameaçou representar judicialmente contra alguns seguranças. ‘‘Barraram o Amaral no portão de entrada. Ele queria entrar de graça e colocar o carro dele no estacionamento. Ué, quem o Amaral pensa que é num jogo de mando da Portuguesa? O segurança não é obrigado a reconhecer o Amaral. Mesmo assim, me avisaram de tudo e fui lá para resolver mais um problema e autorizar que ele entrasse e o carro dele ficasse no estacionamento’’, afirmou o dirigente. ‘‘Ah, se fosse o Célio Guergoletto, o mais fiel inimigo da Portuguesa, aí não teria conversa’’, ironiza ele.
Quanto ao contratempo que envolveu o presidente do Londrina, José Carlos de Castro, o Zé Café - impedido de ingressar no Estádio do Café, voltou para casa -, Amarildo afirmou que desconhece o episódio. ‘‘Não sei de nada. O que me parece é estão querendo arrumar dor-de-cabeça para a Portuguesa. Somos um clube humilde, mas nosso crescimento já começa a incomodar muita gente. Devagarinho, vamos chegando...’’
O vice-presidente de futebol do Londrina, Célio Guergoletto, evitou maiores polêmicas. ‘‘Confesso que não soube nada de anormal antes e durante o jogo. Ao contrários: fomos bem tratados pela Portuguesa. Ouvi qualquer coisa do Amaral, mas não sei detalhes’’, declarou Guergoletto, alvo direto das críticas de Amarildo na semana do derby.
Jogo-treino - O misto da Portuguesa ganhou do Apuracana, por 2 a 1, no jogo-treino de ontem à tarde, no Estádio do Café. Emerson e Fabinho fizeram os gols da Lusa. Nado descontou para o Apucarana. Houve três expulsões: William e Osmar (Lusa) e Nado.
Na Lusa, o técnico Lívio Vieira escalou Cléber; Dudu, Alemão (Cléber), Acácio e Givanildo (Kenta); Osmar (William), Herivélter, Mauro e Fabinho; Neiz (Emerson) e Jean. No Apuracana, que hoje à tarde enfrenta o Vocem de Assis, em Sertanópolis, o técnico Leandro Campos escalou Kiko; Daniel, Anderson, Zé Antonio e Da Silva; Gui, Tico, Joãozinho (Daniel) e Nado (Chiquinho); Paulo César e Anderson (Cisco).Josoé de CarvalhoPara técnico verPortuguesa (de vermelho) x Apucarana ontem no Estádio do Café: três gols e três expulsões em jogo-treino na segunda-feiraNelson Cilo

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