Cuiabá, 10 (AE) - Por muito pouco um incidente jurídico não cancelou o amistoso Brasil X Bolívia três horas antes do jogo em Cuiabá. Dois agentes da Polícia Federal deram escolta a uma oficial de Justiça, na concentração da seleção brasileira pré-olímpica, que está hospedada no hotel Eldorado, no centro da cidade. De porte de um mandado de penhora, emitido pelo juiz da 4ª Vara da Justiça Federal em Cuiabá, a oficial, identificada apenas como Rose, tentava notificar algum representante da Federação Matogrossense de Futebol sobre uma dívida contraída por dirigentes da gestão anterior. Nervosa e tremendo com o documento na mão, ela não informou quem moveu a ação e não soube explicar qual era a parte citada.
A presença da Polícia Federal, bem como da oficial de Justiça, causou constrangimento na comissão técnica, principalmente ao técnico Wanderley Luxemburgo e ao auxiliar Candinho, que ficou atônito diante do movimento. "A CBF não tem nada com isso minha senhora, nós somos do departamento de futebol", dizia Candindo.
Sem saber para quem entregar o documento a oficial se retirou do local. O presidente da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), Carlos Orione, informou que o mandado se refere a uma dívida de R$ 65 mil, contraída pelo ex-presidente da entidade, João da Silva Torres. "Ele promoveu uns bingos aí e não pagou", lamentou Orione.
O presidente disse que a cobrança da dívida poderá arrestar o lucro que a Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) tiver com o amistoso. A oficial de Justiça foi ao hotel com a intenção de cobrar do tesoureiro da CBF a cota já recebida pelo amistoso, mas não teve sucesso.

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