Paris - A imprensa do mundo inteiro usou superlativos para felicitar ontem a seleção brasileira, pentacampeã mundial, e o artilheiro Ronaldo, autor dos dois gols da vitória e herói deste primeiro Mundial asiático. ''O rei do mundo'' ou ''Ronaldo de ouro'', segundo as manchetes dos dois jornais especializados italianos não poupam espaço para descrever o atacante brasileiro.
''O fenômeno dobra a Alemanha com dois gols na final'', acrescenta a Gazzetta dello Sport na primeira página, enquanto que o Corriere dello Sport anuncia que ''con Ronaldo, Cafu e Collina, foi a alma do futebol que venceu''.
''Um conto de fadas do armador brasileiro'', é o título do Times, para quem Ronaldo é a principal peça da vitória. ''Cafu, o capitão, levantou o troféu, mas a glória pertence a Ronaldo''.
Para o jornal esportivo francês L'Equipe, ''O Brasil é eterno'' e ''o fenômeno (Ronaldo) iluminou a partida''. Outro jornal francês, le Parisien, diz na primeira página: ''Um, dois e Ronaldo''. O diário publica também uma entrevista com o professor Gérard Saillant, o cirurgião que operou Ronaldo duas vezes em 1999 e 2000, e que foi convidado para a final pelo atacante brasileiro. ''Jogou sua Copa do Mundo sem espírito de revanche, exclusivamente pelo prazer de jogar. Um homem que nunca duvidou'', afirma o professor.
Para o grande jornal tailandês Rath, ''um Brasil perfeito conquista seu quinto título'' graças a ''Ronaldo, que venceu Kahn por 2 a 0''. O jornal australiano de Sydney, Daily Telegraph, habitualmente pouco interessado em futebol, dedica toda a primeira página e uma página dupla central ao atacante brasileiro.
A imprensa dos dois países organizadores, Coréia do Sul e Japão, festeja a vitória do primeiro Mundial asiático. ''Foi realmente muito divertido'', comenta o cotidiano japonês de maior tiragem Yomiuri Shimbun, em editorial. ''A Copa do Mundo no Japão e na Coréia do Sul nos demonstrou até que ponto o futebol é adorado por todos'', indica o Yomiuri.
A imprensa alemã, por sua vez, não se esquece de homenagear seu goleiro Oliver Kahn, ''o herói trágico'' da final. Ao deixar escapar um tiro do brasileiro Rivaldo, o capitão da Mannschaft ''cometeu seu único erro no Mundial'', comenta o popular ''Bild''.
''A Mannschaft perdeu de maneira humana e isto a torna mais simpática'', estampou o Taggesspiegel. ''A Mannschaft pode voltar para casa de cabeça erguida, já que não é uma vergonha cair ante os brasileiros, que têm o melhor jogo do mundo'', conclui o Die Welt.

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