Frankfurt - A imprensa européia abriu com manchetes quentes a coragem de Michael Schumacher, domingo, no GP da Áustria, quando não se importou com as chamas que irromperam na lateral direita de sua Ferrari e manteve-se firme no cockpit. Depois do fogo controlado, voltou à corrida e venceu. ''Nada o pára'' publicou a Gazzetta dello Sport, esportivo italiano. Os técnicos da Ferrari, da empresa fornecedora do equipamento para reabastecimento, a francesa Intertechnique, e a FIA já iniciaram investigação para apurar as causas do fogo.
Em entrevista publicada pela Gazzetta, o alemão diz que ''apenas por alguns instantes'' lembrou-se do ocorrido com Jos Verstappen no GP da Alemanha de 1994, o mais grave acidente dessa natureza. O piloto da Benetton na época e alguns mecânicos tiveram de ser hospitalizados, mas sem queimaduras sérias.
''Como havia poucas chamas, me dei conta que, ao contrário do caso de Jos, havia escapado pouca gasolina'', explicou Schumacher.
Falando para a TV austríaca, Niki Lauda, fez um comentário de humor negro. ''Ainda bem que foi pouco combustível. Se fosse mais, Michael passaria a se parecer comigo.'' Em 1976, Lauda bateu com violência no circuito de Nurburgring, Alemanha, sua Ferrari pegou fogo e, por ter tirado o capacete, sua face ficou exposta às chamas. O rosto de Lauda, aos 53 anos, traz marcas profundas de seu drama.
Superfund O piloto brasileiro Tuka Rocha, da Superfund Zele Racing, conquistou o nono lugar, na sexta etapa da Superfund World Series, disputada no circuito francês de Magny-Cours. O francês Franck Montagny, da equipe Gabord, venceu as duas rodadas do dia e disparou na liderança do campeonato. O gaúcho Cacó Pereira ficou em oitavo lugar na quinta etapa.
A liderança do campeonato está com o francês Montagny, com 120 pontos, seguido pelo conterrâneo Bruno Besson, com 50. Em relação aos brasileiros, Enrique Bernoldi é o 13º; Tuka Rocha, o 16º; e Cacó Pereira, o 18º. (com Reportagem Local)

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