São Paulo - Dos 12 gols marcados pela Alemanha na Copa, a metade foi marcada por dois jogadores ‘‘importados’’. Graças a Miroslav Klose, nascido na Polônia, e Oliver Neuville, suíço, a seleção alemã está nas oitavas-de-final da Copa numa campanha, considerada pelo próprio técnico Rudi Voeller, surpreendente.
Klose, 24 anos, o artilheiro do Mundial com cinco gols, todos marcados na primeira fase, nasceu na cidade de Opoel e se mudou para a Alemanha aos nove anos de idade. Seu sucesso pelo Kaiserslautern, clube o qual marcou 16 gols na temporada passada e foi um dos principais artilheiros do Campeonato Alemão, o levou à seleção.
Antes de disputar a Copa, no entanto, Klose precisou resolver um dilema. Tanto o técnico polonês Jerzy Engel como o comandante alemão Rudi Voeller optaram por seus serviços. Klose acabou escolhendo a nacionalidade alemã. Embora garanta que o jogo aéreo não é a sua especialidade, todos os gols de Klose na Copa foram marcados de cabeça.
Neuville, 29, nasceu na cidade suíça de Locarno e só em 1997, quando ingressou nas fileiras do Hansa Rostock, teve contato com o futebol alemão. Antes, jogou no Locarno, no Servette – onde conquistou seu único título, o Campeonato Suíço de 1994 – e no Tenerife da Espanha. Foram duas temporadas pelo Hansa Rostock antes de se transferir para o Bayer Leverkusen, clube que defende até hoje e pelo qual anotou 13 gols na última temporada.
A trajetória de Neuville na primeira fase da Copa não foi tão gloriosa quanto a de Klose. Embora acreditasse que seria o titular da equipe, Neuville viu o seu sonho frustrado quando Voeller preferiu Carsten Jancker, uma fortaleza de 1m93cm e 93 quilos. Com seus 1m71cm e 63 quilos, Neuville era a opção de velocidade descartada por Voeller.
O ex-treinador da seleção alemã Berti Vogts percebeu o talento do atacante e o persuadiu a se naturalizar alemão. Desde a sua estréia em 1998, Neuville já disputou 34 partidas pela seleção.

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