São Paulo - A renovação do contrato de Jorge Henrique se transformou numa troca de acusações entre o empresário do jogador e a diretoria corintiana. Ontem, por exemplo, o representante do atleta, Rubens Gomes, rebateu as declarações do presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, e disse que o atacante não é nenhum ''mercenário'', como, segundo ele, insinua o clube.
''Estamos em divergência, é verdade, sobre tempo de contrato e o valor das luvas, mas não é esse valor de R$ 2 milhões que tem saído (na imprensa), pedimos menos da metade desse valor'', avisou Rubens Gomes, ao comentar sobre a negociação para a renovação do contrato de Jorge Henrique, que já se arrasta há algum tempo no Corinthians.
Na última terça-feira, Andrés Sanchez, durante o jogo de despedida de Ronaldo na seleção brasileira, no Pacaembu, havia dito que não poderia pagar o que Jorge Henrique estava pedindo para renovar contrato. ''Não posso pagar o que ele quer'', afirmou o presidente corintiano, em entrevista à Rádio Transamérica. ''É apenas 100% (a diferença de salários). Pouca coisa'', ironizou.
O contrato de Jorge Henrique termina no fim desta ano. Mas as conversas sobre a renovação começaram há cerca de dois meses. Mesmo porque, ele já poderia assinar um pré-contrato com outro clube a partir de julho.
A pedida inicial de Jorge Henrique foi de R$ 2 milhões de luvas e um aumento de 100% no salário, de R$ 150 mil para R$ 300 mil, além de um contrato de três anos. Por essas bases, a diretoria corintiana não aceitou um novo acordo e cogitou forçar uma negociação com outro clube. O atacante, então, foi oferecido ao Internacional e ao Grêmio como moeda de troca.

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