A final da Liga Nacional de handebol masculino se tornou uma grande confusão. O motivo é a disputa no tapetão. O campeão, que sairia hoje, pode não ser conhecido a não ser que a Metodista/São Bernardo, que joga em casa, vença a partida de hoje, às 10 horas, contra a Unifil Londrina/Sercomtel. A equipe paulista venceu o segundo jogo por 21 a 20. A primeira partida, que terminou empatada em 28 gols, é o motivo da confusão.
Ontem à tarde, o diretor-jurídico da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), Gustavo Laporte, recomendou que nenhuma equipe seja proclamada campeã até a decisão do pedido de impugnação da primeira partida, feito pela equipe londrinense, que alega irregularidade em um dos gols da Metodista. ''A CBHb não deve homologar o resultado da partida, nem tampouco proclamar campeão ou efetivar entrega de troféus... A cautela acima defendida visa a preservação da lisura da competição, devendo-se aguardar a decisão do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), de modo que a partida do dia 11/12/2004 (hoje) deverá ser jogada desconsiderando-se o resultado do jogo do dia 4/12/2004'', dizia o documento.
Desta forma, a Unifil só disputará uma eventual prorrogação em caso de empate no tempo regulamentar. Se vencer o jogo, a equipe aguardará o resultado do tapetão. ''Nosso advogado (Paulo Schimdt) recomendou que não joguemos e não vamos jogar'', sintetizou o supervisor Júlio César Brevilheri. Existe a possibilidade ainda de a partida não acontecer.
Alheio às disputas judicias, o técnico Giancarlos Ramirez pediu atenção, cautela e tranquilidade na hora de definir as jogadas. ''Precisamos jogar com a cabeça'', afirmou. ''Não quero que essas questões (jurídicas) entrem em quadra e influenciem os nosso jogadores. Pode contaminar o grupo'', completou.

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