Impasse impede votação da Lei Geral da Copa
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Agência Estado 
Brasília - A votação da Lei Geral da Copa foi adiada mais uma vez na comissão especial da Câmara que debate o tema. A reunião marcada para a tarde desta terça-feira foi cancelada pelo presidente da comissão, deputado Renan Filho (PMDB-AL), após receber um pedido do relator, Vicente Cândido (PT-SP). O problema foi novamente com a insatisfação do governo com trechos do relatório. Ainda não há data para uma nova reunião, que deverá ocorrer só depois do carnaval.
''O Vicente me ligou e disse que não concluiu ainda o relatório porque continua negociando com o governo. Agora eu só vou marcar reunião quando for acertada essa negociação'', revelou o deputado Renan Filho, ao confirmar o adiamento da votação.
O relatório enviado na noite de segunda-feira por Vicente Cândido aos parlamentares da comissão tinha como principal novidade a perspectiva de redução de preço dos ingressos para os idosos. Pela proposta, quem tem mais de 60 anos teria direito a pagar meia-entrada em todas as categorias de entrada, inclusive na chamada ''cota social'' criada pela Fifa.
Entre os pontos que o governo tem resistência estão a possibilidade de utilização de aeroportos militares durante a Copa, para atender a um possível excesso de demanda, e a concessão de uma premiação para os ex-jogadores brasileiros que foram campeões mundiais eme 1958, 1962 e 1970 - cada um deles teria direito a receber R$ 100 mil, mais pensão mensal de até R$ 3,9 mil. Há questionamentos também sobre medidas diplomáticas na facilitação de acesso ao País para estrangeiros em função do evento.
O adiamento da votação deverá levar a novas alterações no texto. Uma delas deve ser a previsão de ingressos gratuitos para indígenas. Atualmente, eles estariam junto com idosos, estudantes e beneficiários da Bolsa Família na chamada ''cota social'' da Fifa. ''O problema é que definição de raça no Brasil é por autodeclaração. Então, é melhor o governo destinar esses ingressos diretamente às tribos'', defendeu o presidente da comissão, Renan Filho.
A Fifa cobra a aprovação da Lei Geral da Copa, por entender que essa demora atrasa a preparação brasileira para organizar o Mundial de 2014. Mas, apesar do prolongado debate na Câmara, o governo federal trabalha com a previsão de que o projeto seja sancionado até o final de março.


