Rio de Janeiro - A Série B do Campeonato Brasileiro continua indefinida. O Departamento Técnico da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) manteve a previsão de que uma solução deverá ser encontrada até amanhã. O impasse refere-se à falta de dinheiro para a organização do campeonato, que pode ser disputado em turno único, classificando-se os oito melhores para as fases finais, ou então em sistema de turno e returno, com pontos corridos.
Amanhã, dirigentes da CBF reúnem-se com os da Futebol Brasil Associados (FBA) para tentar chegar a um acordo. A FBA é responsável pela organização da Série B.
O presidente do União São João, José Mário Pavan, confirmou ontem que acompanhará as negociações para a definição sobre a Série B. A sua expectativa é de que, até amanhã, haja uma posição oficial sobre a competição. ''É mais ou menos o prazo que temos para organizar a competição. Até lá espero que a CBF, o Clube dos 13 e a FBA cheguem num acordo'', explicou Pavan, sem esconder preocupação por tantas indefinições. Ele faz parte da diretoria da FBA, presidida por Peter Silva, e parece confiante num acordo. ''Diante das questões financeiras, o momento é para unir forças e não dividi-las'', comentou.
Pavan, inicialmente, era favorável à realização do campeonato com dois turnos. Mas como tem participado das negociações sabe dos impedimentos financeiros. ''Talvez o turno único seja mesmo a melhor forma, mas todos devem ser ouvidos'', completou. Além do União São João, outros três clubes do interior paulista participarão da Série B: Mogi Mirim, Paulista e Marília. Da capital, fazem parte os dois rebaixados e que pertencem ao Clube dos 13: Palmeiras e Portuguesa de Desportos.

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