A incerteza ainda domina o Londrina. A possibilidade de um acordo amigável entre a diretoria do clube e o grupo do empresário Iran Campos candidato a gerir, sob contrato, também o futebol profissional está diminuindo a cada dia, contrariando as expectativas das duas partes.
Ontem, a diretoria do Londrina teria devolvido a contra-minuta elaborada pelos candidatos a gestores, entregue no final de semana com adequações a proposta inicial. Segundo o diretor da LJT e integrante do possível grupo de apoio, Jurandir Barrozo, o documento ainda não havia chegado em suas mãos até o início da noite de ontem.
Barrozo disse que não ''há o que mexer'' em relação a redação da contra-minuta. ''Não pretendemos mais negociar alguns pontos da minuta. Da nossa parte, é uma redação definitiva'', afirmou. O principal ponto de divergência é o pedido de ressarcimento dos gastos feito ao grupo pelos diretores. O montante é de aproximadamente R$ 70 mil. ''O acerto deve ser feito no final do contrato. Não faz sentido pagar para assumir os gastos do time por um ano'', argumentou.
O diretor de futebol do LEC, Persius Sampaio, ainda acredita no acordo. Ele disse que são ''dois ou três ítens'' que estão provocando o prolongamento da negociação. ''Também já estamos esgotando nossas possibilidades'', admitiu. Para Sampaio, o grupo candidato a gestor quer um ''contrato mais light'' enquanto o clube aceita apenas um compromisso com todas as salva-guardas. ''O contrato deve garantir os direitos do clube. Temos que pensar no futuro'', justificou.
A grande novidade dos próximos dias poderá ser a consumação de uma parceria com outro clube paranaense, provavelmente um dos três clubes da Série A, conforme a Folha apurou na tarde de ontem. A negociação paralela funcionaria como uma opção em caso de colapso na negociação LEC-Iran Campos.

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