Numa disputa bastante sadia, os torcedores da Holanda e do Brasil que assistiram ao jogo juntos, faziam de tudo para demonstrar sua preferência. Enquanto os descendentes de holandeses pintaram a cara e vestiram-se, literalmente, dos pés à cabeça de verde e amarelo, os imigrantes não deixaram por menos e foram a assistir ao jogo a caráter.
Não faltaram bandeiras da Holanda, camisas laranjadas, chapéus e até o famoso tamanco de madeira, um dos símbolos da colonização holandesa no Brasil. O proprietário do restaurante onde os imigrantes e descendentes estavam reunidos, procurando agradar a todos, decorou o salão com cores e motivos das duas seleções.
Ryanne Rabbers, de 25 anos, filha de holandeses, escancarou sua preferência pelo Brasil, vestindo-se por inteiro com as cores da bandeira brasileira. Ela conta que preferiu assistir a partida com os amigos, porque seus pais estavam acompanhando a partida em casa, torcendo para a Holanda. ‘‘Vestida desse jeito não teria como torcer junto com meus pais’’, disse Ryanne.
Na Colônia Castrolândia a partida mostrou que os holandeses continuam valorizando e cultivando a cultura de seu país de origem aqui em terras brasileiras. (G.F.)

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