Doha, Catar - Um Mundial de Clubes forte. É assim que a Federação Internacional de Handebol (IHF) pretende popularizar o esporte no mundo. Criando uma competição de equipes encorpada e com grandes clubes de todos os continentes, na visão dos dirigentes que comandam a modalidade, o esporte pode ter mais espaço tanto na mídia como no coração dos torcedores.
''Desenvolvemos um projeto muito bom para popularizarmos o handebol no mundo. Os prêmios são muito atrativos. Queremos que o Mundial de Clubes seja comparado ao de seleções'', disse, com exclusividade à FOLHA, o representante da IHF no Super Globe 2010, o esloveno León Kalin.
Para isso, a IHS quer aproveitar a empolgação dos cartolas do Oriente Médio e injetar os petrodólares no projeto. Ontem, após a rodada que definiu os semifinalistas do Super Globe, Kalin assinou junto com os organizadores do torneio, o contrato que garante ao Catar ser sede dos próximos três mundiais.
''(O Super Globe) É um produto que ainda está encorpando. Para a IHF é muito importante o torneio e, por isso, estamos assinando o contrato com o Comitê Olímpico do Catar para que organizem pelos próximos três anos'', ressaltou o dirigente.
A ideia da IHF é aumentar gradativamente o número de participantes. No ano que vem, de seis, passaria para oito equipes. Em 2012 seriam dez e, em 2013, chegaria a 12, número considerado ideal pela entidade. ''Seriam dois pan-americanos, dois europeus, dois asiáticos, dois africanos, um da Oceania e um clube do país sede'', antecipou Kalin. O critério para escolha dos outros dois participantes ainda não está definido.
De acordo com o dirigente da IHF, a Oceania ainda está muito atrás dos outros continentes no que diz respeito ao desenvolvimento do handebol. A Austrália, principal país de lá, na visão dele, deveria ter aproveitado a realização da Olimpíada de Sidney para incentivar a prática da modalidade. ''Precisamos caminhar juntos e ajudar os países da Oceania, como Austrália e Nova Zelândia, a popularizarem o handebol. A Austrália perdeu a grande chance que foi a realização da Olimpíada. Não manteve centros esportivos e muitos pais queriam saber onde colocar o filho para praticar e não tinham onde'', reprovou. (T.M.)

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