Ídolos relembram clássicos inesquecíveis
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sábado, 26 de abril de 2008
Luciano Balarotti<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Caju, Jairo, Jackson, Nilo, Fedato, Kruger, Cireno, Zé Roberto. Apenas uma pequena amostra dos craques que marcam a história do Atletiba, que hoje tem novo capítulo e a chance de consolidar novos ídolos. Expectativa que mexe com as torcidas e traz à tona as lembranças de antigos protagonistas, como Aladim e Sicupira, tantas vezes festejados pelas torcidas de Coritiba e Atlético, respectivamente.
Hoje vereador em Curitiba, Aladim destaca a motivação extra que os jogadores sentem para disputar o clássico. ''É o jogo mais esperado do ano, igual a um Flamengo e Vasco ou Corinthians e Palmeiras. Todo mundo quer jogar e até quem está machucado melhora. Este ano a expectativa é maior porque já faz um tempo que os dois não disputam a final'', explica o ídolo Coxa-Branca.
Sentimento parecido ao de seu antigo rival, hoje comentarista da Rádio Banda B. ''Só mesmo quem joga um Atletiba para poder explicar. Eu joguei clássicos em São Paulo, no Rio e em Ribeirão Preto, mas o Atletiba é diferente porque divide a cidade'', destaca Sicupira. Que lamenta apenas a mudança do clima que envolve a partida. ''Era muito melhor antes das torcidas organizadas. Era uma festa, você ia ao estádio, torcia pelo seu time e depois se encontrava para tomar uma cerveja, em um clima muito tranquilo. Hoje, em vez de festa, virou uma guerra. Só espero que os jogadores, treinadores e arbitragem propiciem um bom espetáculo e não deixem espaço para este clima de guerra''.
Foi nos tempos da rivalidade sadia que os dois viveram seus melhores Atletibas, no início dos anos 70. ''Quando voltei ao futebol paranaense para jogar no Atlético, percebi que este jogo era diferente e tenho grandes lembranças. Fui campeão em 1970 e perdi um título quase ganho em 1972. Mas a partida que mais marcou foi a que a gente saiu perdendo por 2 a 0 e depois viramos para 4 a 3. Todo mundo que participou deste jogo não esquece'', rememora Sicupira, talvez o melhor em campo nesta partida histórica, disputada em 14 de março de 1971.
O clássico mais marcante para Aladim aconteceu em 27 de maio de 1973, vencido pelo Coxa por 1 a 0. ''Foi um jogo difícil e o gol só saiu aos 38 minutos do 2º tempo. O goleiro do Atlético era o Gainete, que veio com muita fama e era meu ídolo lá no Rio de Janeiro. Mas ele teve a infelicidade de repor mal uma bola para o Buião, que eu consegui interceptar e tocar por cobertura. Neste ano nós ganhamos os três turnos e ficamos com o tricampeonato, depois de já ter vencido o Torneio do Povo'', descreve.
Para a final, os antigos ídolos acreditam em jogos equilibrados. ''Acho até que o Atlético está um pouco melhor, mas na hora do jogo isso muda. Só espero que ganhe o melhor, que é o Coritiba'', brinca Aladim, que não esconde a torcida. Ao contrário de Sicupira, que analisa como comentarista: ''Acredito em equilíbrio, já que o Coritiba vive momento de ascenção e o Atlético tem a melhor campanha. Por isso o mando de campo vai ser muito importante para decidir cada jogo'', resume.


