Ídolos inspiram atletas nos Jogos Escolares da Juventude
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domingo, 15 de novembro de 2015
Lucio Flávio Cruz<br> Reportagem Local 
Os atletas que participam dos Jogos Escolares da Juventude em Londrina têm a oportunidade única de estarem ao lado de grandes nomes do esporte brasileiro. Além de conhecerem a história vitoriosa destes atletas consagrados, o convívio serve como inspiração para quem será responsável pelo futuro esportivo do país.
Como embaixadores convidados pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), prestigiam os Jogos Shelda Bede (vôlei de praia), Fabíola Molina (natação), Luciano Pagliarini (ciclismo), Angélica Kvieczynski (GR) e Charles Chibana (judô). Alguns ainda em atividade e outros já ex-atletas, todos acompanham as competições e deixam legados importantes para esses novos atletas.
Chibana foi bicampeão dos Jogos Escolares em 2005 e 2006 e este ano foi campeão pan-americano em Toronto, no Canadá. Líder do ranking na categoria até 66 quilos, o paulistano está muito perto de garantir vaga na Olimpíada do Rio de Janeiro. "A competição tem evoluído muito, em estrutura e nível técnico, com o passar dos anos. Aqui se tem a possibilidade de intercâmbio com atletas de outros estados e também de outras modalidades", apontou o judoca, atleta do Pinheiros.
Para quem dá os primeiros passos no esporte, o contato com campeões é fundamental para o aprendizado. "Eles são uma inspiração para nós. Sempre gostei muito do Flávio Canto e do japonês Toshihiko Koga", revelou Ayhan Zanella, de 16 anos, judoca de Campo Grande. O medalhista olímpico Flávio Canto foi o mestre de cerimônia na abertura dos Jogos.
O sul-mato-grossense está no seu terceiro Jogos Escolares. Foi bronze em 2013 e ouro, no ano passado. Ele quer repetir a dose neste ano e sonha longe. "A minha meta é estar na Olimpíada de 2020".
A competição obriga que todos os atletas participantes estejam estudando. A relação esporte/escola é uma ferramenta muita utilizada e com grandes resultados nas maiores potencias esportivas do mundo. No Brasil, essa realidade ainda está muito longe, mas já é um caminho para quem quer ser um atleta de ponta ou pensa em ser um profissional graduado. "Se eu for campeão de novo, consigo acesso à bolsa do governo federal", contou Ayhan. "Através do esporte, sempre consegui bolsas de estudos, até mesmo na faculdade", relatou Chibana.
Este é o pensamento da judoca Ana Carla Sousa, de 16 anos, do Piauí. "O judô para mim é um hobby. O que quero é me formar em engenharia elétrica e depois quem sabe trabalhar com o esporte também", ressaltou a moradora de Teresina, terra da campeã olímpica Sarah Menezes. "Ela é a referência do nosso estado para todo o Brasil. Ela também começou aqui e hoje está no topo". Sarah também disputou uma edição dos Jogos Escolares.
Para quem está apenas iniciando no esporte, Charles Chibana deixa a mensagem de persistência e coragem. "Não desista nunca. Obstáculos sempre vão existir, no esporte e na vida pessoal também. Já perdi e ganhei bastante. O importante é aprender com as derrotas e tirar disso fatores positivos. Para o esporte e para a vida", finalizou.


