Ídolos divergem da possibilidade de subir este ano
Três dos maiores ídolos da história do Londrina não arriscam palpites para a campanha do time na Série C do Campeonato Brasileiro. Gauchinho e Carlos Alberto Garcia preferem ficar em cima do muro, enquanto o ex-zagueiro Marinho fala explicitamente que será difícil o retorno à Série B.
O maior artilheiro da história do clube disse que não conhece o time, mas que espera o sucesso no trabalho. ''Só acompanhei pelos jornais. Temos que torcer para que tudo dê certo e o time volte a ser o que era antes'', afirmou Gauchinho.
O ex-atacante apontou a receita para que o time volte a vencer. ''Independentemente se subir ou não, é preciso manter os bons jogadores aqui para dar sequência ao trabalho para o ano que vem'', disse.
Garcia, apontado por muitos como responsável direto pela queda à Série C era o presidente em 2004, quando o time caiu , também não acompanhou a preparação para a competição nacional. Disse que estava em Curitiba durante todo o mês e não pôde ver nenhum amistoso. ''O maior problema é o dinheiro, que sempre é pouco no Londrina. E futebol é investimento. Se você investe R$ 300 mil a possibilidade (de subir) é maior, se investe R$ 200 mil é menor e assim por diante'', apontou o ''Bem-amado''. ''Estamos na torcida, mas não é fácil. Se começar a ganhar embala e aí vai''.
Campeão do mundo com o Flamengo em 81, Marinho é o mais desanimado. ''Eu estou com 50 anos e acho que não vou ver mais o Londrina na Primeira Divisão do Brasileiro'', lamentou o ex-zagueiro.
Marinho disse que depois que encerrou a carreira só foi uma vez a um estádio e que está com o coração partido pela situação dos seus dois clubes. ''Chega a doer o coração ver o Londrina nessa situação e o Flamengo sempre lutando pra não cair. Se o Londrina tivesse bem dava prazer em ir ao estádio, mas do jeito que está fico envergonhado. É muito difícil subir'', arriscou. (T.M.)
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