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| Foto: Toshifumi Kitamura/AFP
Atacante entrou para a história do clube japonês com 50 gols em 71 partidas entre 1993 e 1994
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| Foto: Arquivo Pessoal
"Acredito que o caminho é jogar fechadinho, por uma bola, e contar com a sorte", aconselhou o ex-jogador


A classificação inédita de um time japonês para a decisão do Mundial de Clubes foi a grande surpresa na edição deste ano. O Kashima Antlers venceu o Atlético Nacional da Colômbia por 3 a 0 e encara o Real Madrid, neste domingo (18), no Estádio Internacional de Yokohama, às 8h30 (horário de Brasília).
Se para muitos a presença dos japoneses na final é uma "zebra", não se trata de uma surpresa para o ex-atacante Alcindo Sartori, um dos maiores ídolos do Kashima. Paranaense de Medianeira, ele jogou ao lado de Zico por dois anos no clube e conhece bem o trabalho realizado por lá.
"O Kashima sempre trabalhou com uma política de aprender com os brasileiros. Todos os treinadores brasileiros que passaram por lá mantiveram a filosofia de fazer o clube grande. Sempre levaram jogadores brasileiros de peso e, por isso, para mim não é novidade", afirmou Alcindo, que ainda atuou no Verdy Kawasaki e no Consadole Sapporo e também era conhecido pelo cabelo comprido apesar da calvície. No Brasil, o atacante vestiu camisas de grandes clubes, entre eles, Flamengo e Corinthians.
Com o conhecimento de quem jogou por cinco anos na terra do sol nascente, o paranaense não tem dúvidas que a classificação para a final vai significar uma transformação no futebol japonês. "Conversei com dois dirigentes do Kashima e eles estão muito felizes. Isso é um marco e aumenta a credibilidade e a visibilidade para todos os clubes do país. Vai agregar muita coisa para eles", ressaltou o ex-atleta, que mora em São Miguel do Iguaçu, Oeste do Estado, e é comentarista de uma emissora rádio local.
Alcindo elogiou a forma agrupada e ofensiva que o Kashima atua e relembrou que já era assim na sua época e que isso é uma herança implantada pelos brasileiros que passaram pelo clube. "O treinador (Masatada Ishii) está há anos no Kashima. Jogou junto comigo, trabalhou com muitos brasileiros e foi técnico das categorias de base. O Kashima sempre joga de forma agressiva e em busca do ataque. Pode até correr o risco de perder de três, mas nunca abre mão de atacar". Alcindo fez 71 partidas pelo clube japonês entre 1993 e 1994 e marcou 50 gols.
Apesar da boa performance do ex-clube, o atacante entende que os times japoneses ainda precisam trabalhar muito para enfrentar de igual para igual os gigantes europeus. "Não vejo o Kashima campeão do mundo. O Real é o favorito. Não tem comparação. Mas, o futebol permite muita coisa em uma partida e por isso é preciso acreditar até o fim", apontou. "Acredito que o caminho é jogar fechadinho, por uma bola e contar com a sorte", aconselha.

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