Ídolo na Itália, Márcio Forte prepara despedida da seleção
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Thiago Mossini <br> Reportagem Local 
Capitão e ídolo da seleção italiana de futsal, o londrinense Márcio Forte já começa a preparar a despedida da Azurra. Aos 34 anos, o jogador acredita que a temporada será a última com o time nacional e promete fazer sua despedida no Mundial de 2012, na Tailândia.
O ala/fixo foi um dos seis ítalo-brasileiros que sobraram na seleção após as mudanças estipuladas pela Fifa em 2008. Na Copa do Mundo daquele ano, disputada no Brasil, a Itália foi a terceira colocação contando com somente brasileiros naturalizados no elenco, o que irritou a cúpula da entidade.
Desta forma, ele ainda tem pela frente as Eliminatórias para o próximo Mundial, a Eurocopa, em fevereiro de 2012, e o próprio Mundial, também no ano que vem. ''Depois do Mundial quero deixar a seleção. Já até pensei em um jogo de despedida. Estou desde 2008 na seleção'', disse o ala/fixo do Montesilvano, que passa as férias em Londrina.
O jogador aprovou a renovação na seleção, com a chegada de italianos, mesmo com o enfraquecimento do time. ''É importante porque a Itália precisa fazer seus próprios jogadores. Tinha muito italiano desistindo de jogar'', contou.
Forte vive um dos melhores momentos da carreira. Ele acabou de levantar a taça de campeão da Champions League da Europa, algo até então inédito para um time italiano.
O Montesilvano foi o anfitrião na primeira fase da Liga dos Campeões e se classificou em primeiro. Na fase seguinte, eliminou o Viz Sinara, da Rússia, na casa do rival. Na fase final, disputada no Casaquistão e que tinha como anfitrião o clube do fixo Anderson, ex-Foz Futsal, cruzou com o Benfica, atual campeão e atropelou: 3 a 0.
''Não éramos cotados para ficar nem entre os quatro primeiros, mas fomos nos superando e pegando confiança. Depois da partida na Rússia, ficamos muito determinados e acreditando demais em nós. Cada um deu mais do que 100%'', disse.
Na decisão, a vítima foi portuguesa novamente: 5 a 2 sobre o Sporting. ''Fomos para o vestiário com 4 a 0 e falamos que já era nosso, não tinha como perder'', revelou.
Além dele, outro destaque do time era o ítalo-brasileiro Adriano Folhas, que ficou parado por dois anos cumprindo uma punição por doping e fez dois gols na decisão.
No ano que vem, o Montesilvano disputará o Mundial de Clubes, que terá ainda o campeão asiático, o Carlos Barbosa e o espanhol Intervil.
O jogador, bicampeão italiano e que está há dez temporadas na Velha Bota, tem mais um ano de contrato, mas já pensa em renovação. ''Quero ficar mais quatro anos na Série A e terminar a carreira por lá. Depois, penso em trabalhar com futsal na Itália, em alguma clube, como supervisor, por exemplo'', finalizou.


