Budapeste O homem para quem Rubens Barrichello disse não dois anos atrás escancarou ontem as portas da BAR para o piloto brasileiro. Em uma entrevista no motorhome de sua equipe, Frank Williams declarou que exercerá a opção que tem no contrato com Jenson Button e que o inglês, portanto, será seu piloto em 2006.
Na véspera, Button havia pedido para ficar na BAR, apesar do compromisso assumido com a Williams. A má fase do time que promoveu sua estréia na F-1, em 2000, o preocupa.
Assim, uma das vagas mais cobiçadas da F-1 está aberta. E três fatores ligam a posição a Barrichello.
O primeiro, o fato de a BAR querer um piloto com bagagem, que possa ajudar no seu desenvolvimento. O segundo, a antiga amizade do ferrarista com Gil de Ferran, diretor esportivo da equipe. Por último, o estremecimento das relações entre Rubens Barrichello e a Ferrari desde o GP de Mônaco, em maio, quando ele passou a criticar Michael Schumacher e o time publicamente.
Treinos Apesar de reconhecer que não acredita muito nas suas possibilidades de conquistar o título da temporada, Kimi Raikkonen, da McLaren, está decidido a dificultar as coisas para o líder Fernando Alonso, da Renault, como demonstrou ontem nos treinos livres do Grande Prêmio da Hungria de Fórmula 1. A Rede Globo transmite o treino de classificação, às 8 horas (horário de Brasília).
Apenas dois pilotos de testes, o austríaco Alexander Wurz, da McLaren, e o brasileiro Ricardo Zonta, da Toyota, foram mais rápidos que Raikkonen.
Rubens Barrichello, que marcou o oitavo melhor tempo, acabou saindo da pista e poderia ter provocado problemas em sua Ferrari. ''Abri muito numa curva, o carro voou, e me tornei um passageiro'', brincou ao explicar sua falha. Já Felipe Massa, da Sauber, foi o 18º colocado na segunda sessão e sexto na primeira.

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