Agência Estado
A vela brasileira pode comemorar mais uma medalha de ouro, hoje, na prancha a vela, com o jovem iatista Ricardo Winicki, o Bimba, de 19 anos, considerado revelação do iatismo pelo bicampeão pan-americano da classe Laser, Robert Scheidt. Bimba, que ontem conseguiu um terceiro lugar, na nona regata, e venceu a décima, está dois pontos à frente do argentino Marcos Galván. Com isso, pode até chegar uma posição atrás do adversário para ficar com a segunda medalha de ouro. A de prata já está garantida.
A Prancha a Vela feminina, com Christina Mattoso Maia, fez dois terceiros lugares nas regatas de ontem e terminou com a medalha de bronze. Assim, a equipe brasileira de vela deixará o Canadá com medalhas em todas classes que disputou.
Além da 11ª regata da Prancha a Vela masculina, a partir das 13 horas, no lago de Winnipeg, o Brasil também vai tentar uma outra medalha de ouro na classe Snipe, com Alexandre Paradeda e Flávio Fernandes. A tripulação chegou à última regata brigando com os cubanos Nelido Lopez e Osório Valdes, mas está em situação de desvantagem. Os brasileiros precisam chegar três posições à frente dos rivais para ficar com o ouro, mas já asseguraram a prata.
Quando vai terminando a campanha do iatismo em Winnipeg, a Federação Brasileira de Vela e Motor (FBVM) faz as previsões das vagas que ainda poderá conseguir para a Olimpíada de Sidney, no ano que vem. ‘‘Das 11 classes olímpicas, acho que ainda temos chances de classificar barcos para a 470 e a Prancha a Vela, na categoria masculina, para a Europa, na feminina, mais Tornado e Finn’’, avaliou o chefe da delegação do Brasil, no Canadá, Reinaldo Câmara. Os Mundiais de cada uma das classes são seletivos para a Olimpíada.
Reinaldo acredita que os iatistas não têm críticas ao critério de escolha dos iatistas que vão à Olimpíada, determinado pela FBVM. ‘‘Os resultados nos Mundiais dão vagas para o País’’, explicou Reinaldo. Cada país inscreve os seus velejadores. ‘‘Os atletas sabem que o processo é justo’’, disse o dirigente, esclarecendo que serão os resultados na temporada - especialmente os do Pré-Olímpico do Brasil, dos brasileiros de cada classe, das Semanas de Spa e Kiel e do Mundial das classes - os decisivos para a convocação. ‘‘Quem duvida que o Robert Scheidt, na Laser, e o Torben Grael e Marcelo Ferreira, na Star, são os melhores representantes para o Brasil nas classes?’, observou Reinaldo.
Ciclismo - Hoje acontece a final de mais uma prova de ciclismo de pista nos Jogos Pan-Americanos. Cuba e Estados Unidos vão disputar a final da perseguição 4 x 4. O Brasil já ganhou uma medalha de bronze, na competição com o catarinense Márcio May, na prova contra o relógio. O londrinense Luciano Pagliarini corre dia 4 a prova de estrada, com chances de pódio.

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